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Bastonário visita S. José para averiguar situação da Urgência
DATA
09/07/2018 10:10:04
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Bastonário visita S. José para averiguar situação da Urgência

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) visita já amanhã o Hospital de São José, em Lisboa, para averiguar as condições do serviço de Urgência.

Após vários clínicos do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) terem apresentado a demissão, na passada sexta-feira, por considerarem que as condições da Urgência estão sem níveis aceitáveis de segurança, Miguel Guimarães decidiu marcar uma visita à unidade hospitalar, que irá realizar-se esta terça-feira, dia 10 de julho.

O bastonário já havia admitido publicamente que a gravidade da situação relatada na Urgência do S. José o levaria a programar uma visita às instalações do mesmo.

Na carta de demissão, à qual a agência Lusa teve acesso, os chefes de equipa de Medicina Interna e Cirurgia Geral apontam para a consecutiva degradação da assistência médica prestada no serviço de Urgência, considerando que se chegou a uma “situação de emergência” que impõe “um plano de catástrofe”.

A administração do CHLC já veio reconhecer “o essencial das queixas” e dos problemas levantados pelos chefes de equipa que apresentaram a sua demissão, garantindo que está a tentar encontrar soluções.

Os profissionais indicam, ainda, que a assistência médica prestada na urgência polivalente “tem vindo a sofrer, ao longo dos últimos anos, uma degradação progressiva constatada por todos os profissionais”.

Para Miguel Guimarães, a situação desta unidade hospitalar “espalha o que está a acontecer no país todo”, com profissionais a trabalhar no limite, estimando que ocorram mais demissões noutros hospitais.

O bastonário está preocupado nomeadamente com os relatos de internos (médicos em formação) a fazer urgência sozinhos, sem apoio direto de médicos especialistas.

Também o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Valentim Lourenço, manifesta “grande preocupação” com o que está a acontecer no CHLC.

O responsável lembra que o hospital de S. José é uma unidade “final de referência”, que recebe doentes de vários pontos do país e de outras unidades.

“Quando os problemas que afetam os vários hospitais atingem a proporção e se repercutem no São José desta forma, a nossa preocupação é muito grande”, sublinha Alexandre Valentim Lourenço.

Já o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos lamentou que a administração do CHLC teime em “agradar à tutela em vez de resolver problemas”.

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