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Ministro rejeita alarmismo em torno do SNS
DATA
10/07/2018 10:16:44
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Ministro rejeita alarmismo em torno do SNS

O ministro da Saúde criticou o “empolamento sistemático de situações pontuais” no setor, afirmando que o alarmismo em torno das questões do Serviço Nacional de Saúde (SNS) oculta a realidade do país.

Questionado acerca da demissão de chefes de equipa do Hospital de São José, em Lisboa, Adalberto Campos Fernandes desvalorizou a situação, referindo que se tratam “de dois ou três chefes de equipa que escreveram uma carta, que não se demitiram”, mostrando-se confiante na resolução dos problemas apontados nesta unidade hospitalar.

"O que é lamentável é que se faça um empolamento sistemático de situações pontuais, ocultando a realidade", frisou o ministro, antes de participar num encontro com militantes e simpatizantes do PS, em Coimbra, no âmbito da iniciativa "PS em Movimento".

Para Adalberto Campos Fernandes, há "uma tentativa permanente" que dura há três anos de criar "sistematicamente situações, focos de alarmismo".

"Se tivéssemos com três meses de Governo, até seria compreensível. Há três anos? Sempre os mesmos, com os mesmos argumentos, com o mesmo tipo de alarmismo, apenas com um único objetivo de desviar os resultados positivos do SNS [Serviço Nacional de Saúde], que hoje tem mais utentes, tem mais resultados, tem melhor desempenho económico, assistencial", vincou.

O ministro da Saúde salientou, ainda, que não ignora as dificuldades de gerir um sistema tão complexo como o da Saúde, contudo sublinhou que a realidade tem desmentido os focos de alarmismo que vão sendo anunciados “todas as semanas”.

"Os portugueses sabem distinguir um trabalho esforçado, num setor que é difícil e complexo, daquilo que é uma política destrutiva, concertada, de criar apenas e só a ideia de que as coisas não estão a correr bem, para ocultar a realidade", protestou.

Durante a intervenção, em Coimbra, Adalberto Campos Fernandes relembrou vários ganhos na Saúde Pública, nomeadamente o aumento do número de profissionais no SNS, a construção de 113 centros de saúde, quatros hospitais e vários investimentos em todos os hospitais do país.

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