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Jorge Roque da Cunha: “Setor privado e social devem ter regras e fiscalização”
DATA
12/07/2018 17:50:13
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Jornal Médico
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Jorge Roque da Cunha: “Setor privado e social devem ter regras e fiscalização”

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, integrou o painel de oradores do Ciclo de Debates, que decorreu na sede da Ordem dos Médios, em Lisboa, cuja discussão incidiu sobre a nova Lei de Bases da Saúde e na qual o Jornal Médico esteve presente.

O responsável do SIM começou por mostrar-se preocupado com o facto da matéria do novo projeto de lei ter sido “muito politizado”, lembrando que “em 1990, os projetos de Lei de Bases da Saúde do Partido Social Democrata e do Partido Socialista eram iguais”, dado que o documento original é da autoria da Escola Nacional de Saúde Pública.

Jorge Roque da Cunha considera que alguns aspetos da nova lei “deveriam ser mais aprofundados”, nomeadamente “a questão do financiamento”, considerando este um dos pontos centrais no setor da Saúde.

Relativamente ao mau investimento do Estado, o sindicalista defende que “não podemos andar, ano após ano, com subfinanciamentos, com orçamentos escondidos, com cativações e com situações que, mais tarde ou mais cedo, irão causar consequências” na Saúde.

A falta de financiamento acaba por originar, entre outras situações, “a fuga dos quadros para o privado ou para o estrangeiro” frisou o responsável do SIM.

O sindicalista alegou, ainda, que “quer o setor privado quer o social devem ter regras e fiscalização” de forma a garantir o harmonizo funcionamento da Saúde.

“Em termos práticos, gostaria de sugerir a contratação coletiva”, disse Roque da Cunha, lembrando que “graças à contratação coletiva, os sindicatos médicos têm garantido uma carreira médica com concursos, júris médicos e com uma progressão na carreira através de provas”

Para o dirigente sindical, “a formação médica não pode continuar a ser da responsabilidade dos próprios [Instituições e Indústria Farmacêutica]”, alegando que “Estado não pode fugir desta matéria”.

“De qualquer forma, queria saudar o trabalho que tem sido feito e esperar que a nova Lei de Bases possa ser um ponto de consenso e não um ponto de combate político-partidário”, concluiu.

Saúde Pública

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