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Médicos vão passar a deslocar-se às prisões para tratar reclusos
DATA
16/07/2018 11:14:59
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Jornal Médico
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Médicos vão passar a deslocar-se às prisões para tratar reclusos

Médicos vão passar a deslocar-se até às prisões para tratar reclusos infetados com VIH e hepatites B e C. Além disso, serão realizados rastreios à entrada, durante e no final da reclusão.

Hoje, a Direção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) e 28 instituições hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão assinar protocolos no âmbito do tratamento das infeções por Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) e das hepatites virais na população reclusa.

Segundo a DGRSP, estes protocolos "dão forma a um novo modelo de abordagem dos cuidados de saúde em matéria de doenças infeciosas nas prisões”.

Este novo modelo irá permitir que os médicos - infeciologistas, gastrenterologistas e internistas – passem a deslocar-se às prisões para cuidar da população reclusa infetada com VIH, hepatites B e C de 45 estabelecimentos prisionais do país.

A DGRSP adianta que vão, também, começar a ser realizados rastreios à entrada, durante, e no final do período de reclusão.

O combate às infeções por VIH e das hepatites virais B e C é uma questão de saúde pública prioritária a nível mundial e encontram maior prevalência na população prisional.

De acordo com os dados mais recentes avançados pelo MJ, em Portugal 4,5% da população reclusa está infetada com VIH, 1,2% tem hepatite B e 10,1% tem hepatite C.

O objetivo destes protocolos “é extremamente relevante e inovador”, tendo em conta que, pela primeira vez, será possível alcançar as metas definidas pela Organização Mundial de Saúde, nomeadamente o tratamento de todos os reclusos infetados por VIH e a eliminação da hepatite C nas prisões até 2020, refere uma nota da DGRSP.

A DGRSP sublinha, ainda, que os reclusos que estavam até aqui sujeitos a procedimentos de segurança na deslocação ao exterior, “o que causava constrangimentos à observação clínica”, passam agora a ser consultados e tratados na própria prisão.

A realização destas consultas de especialidade nas prisões aposta na proximidade e permite racionalizar o tempo e “a utilização de meios materiais e humanos” da DGRSP e do SNS.

Os protocolos serão, hoje, assinados no Estabelecimento Prisional de Lisboa durante a cerimónia “Eliminar a Hepatite C nos Estabelecimentos Prisionais até 2020”, que conta com a presença da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, e do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Saúde Pública

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