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OM mostra-se solidária com médicos da MAC
DATA
17/07/2018 10:12:04
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OM mostra-se solidária com médicos da MAC

A Ordem dos Médicos (OM) mostrou-se solidária com os profissionais da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa), e, durante uma visita às instalações deste hospital, pediu ao Governo que apostasse numa nova política de recursos humanos e de contratações.

Miguel Guimarães e o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Lourenço, quiseram “estar ao lado dos profissionais” na defesa de que é necessário reforçar o capital humano e “manter a dignidade e capacidade” da MAC.

Teresinha Simões, uma das chefes de equipa que apresentou a demissão, explicou que a posição dos profissionais se deve à diminuição do número de médicos, alertando que a situação tende a piorar.

No entanto, Teresinha Simões referiu que os chefes de equipa admitem retirar o pedido de demissão “se houver contratações efetivas”, acrescentando que “não serve contratar três ou quatro pessoas”, uma vez que “saíram oito internos” e que “há sete médicos que se vão reformar nos próximos tempos”.

Para já a MAC vai avançar com a contratação de três profissionais, mas, segundo a médica, este número “não chega de maneira nenhuma”, nem com outros dois que entrarão por via de concurso.

“Não podemos continuar a perder centenas, milhares de médicos, porque a nossa política de recursos humanos tem sido errada e a política de contratações também. Não podemos continuar reféns de um concurso nacional que nunca mais abre, porque, entretanto, estes jovens médicos tomam outras opções”, alertou Miguel Guimarães.

O bastonário garantiu que a falta de médicos não decorre da adaptação às 35 horas semanais, mas da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde e alertou para a existência, por todo o país, de médicos com mais de 60 anos a fazer serviço de Urgência.

Segundo Miguel Guimarães, se os médicos da MAC seguissem a lei, esta instituição “não tinha capacidade de resposta”.

Questionado pelos jornalistas se o reforço de 54 médicos para o Centro Hospitalar Lisboa Central seria suficiente, o bastonário disse que “seguramente são necessários mais” e que só na MAC eram precisos mais 10 médicos “no imediato”.

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