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Ministério da Saúde defende introdução ponderada da robótica
DATA
18/07/2018 10:09:44
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Ministério da Saúde defende introdução ponderada da robótica

O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Henrique Martins, defendeu a introdução da robótica “de forma ponderada” no setor da Saúde, considerando que é fundamental estudá-la para perceber que "há projetos mais prioritários do que outros”.

Henrique Martins explicou que “não se trata apenas de uma prioridade tecnológica”, é necessário perceber “qual é o valor que a solução robótica aporta numa determinada tarefa a ser feita no seio do Serviço Nacional de Saúde”, disse, em declarações à agência Lusa, à margem de um workshop sobre a introdução da robótica na saúde.

Questionado sobre se estas tecnologias poderão pôr em causa postos de trabalho, Henrique Martins explicou que, por exemplo, um braço robotizado poderia ajudar uma pessoa a levantar-se e fazê-lo “com muito mais conforto para o profissional de saúde, e até causando menos doenças profissionais”, ou seja, “no fundo, gerava mais saúde sem tirar emprego a ninguém”.

Para introduzir a robótica na Saúde é necessário fazer investimentos, e o presidente da SPMS reconheceu que em alguns casos esse custo é “muito elevado” e que “pode haver outras prioridades”.

“É necessário aguardar pelo momento certo para investir nessas tecnologias. Contudo, noutros casos, o investimento não é muito maior do que aquele que já fazemos em certos tipos de medicamentos ou opções terapêuticas”, reconheceu.

Durante o workshop, que decorreu em Lisboa, foram apresentados vários projetos inovadores, nomeadamente o “Gasparzinho”, um pequeno robot que vive e interage com as crianças do Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO).

Os técnicos têm estudado a relação do aparelho com as crianças e feito pequenas modificações que melhoraram as suas capacidades sociais.

Em declarações à agência Lusa, um dos responsáveis pela construção deste “robot social”, Pedro Lima, explicou que tem sido “muito bem aceite por todas as crianças autistas”, e que estas “chegam mesmo a preferir interagir com uma máquina do que com uma pessoa”.

“Estas máquinas em particular são especialmente apelativas, e o facto de o robot se mexer e falar faz com que as crianças se sintam ainda mais estimuladas a brincar com ele”, acrescentou.

Pedro Lima destacou que o projeto assume uma grande importância, porque ajuda a diminuir o “isolamento dos miúdos e estimula a interação em grupo”.

 

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