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Vila do Conde adere a rede solidária do medicamento
DATA
20/07/2018 10:25:48
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Vila do Conde adere a rede solidária do medicamento

A Câmara Municipal de Vila do Conde estabeleceu um protocolo com a Associação Dignitude, que irá permitir às pessoas carenciadas terem acesso a medicamentos gratuitamente.

O programa, “Abem – Rede Solidária de Medicamentos”, prevê abranger, neste concelho, cerca de 200 beneficiários, assumindo os custos da parte não comparticipada pelo Estado dos fármacos a quem comprovar necessitar dos mesmos por falta de possibilidades económicas.

A autarquia de Vila do Conde irá contribuir com uma verba de 20 mil euros para o fundo global, que engloba, ainda, a participação de outros municípios, farmácias, empresas, instituições de solidariedade social e de donativos particulares e que, em todo o país, já ajuda mais de cinco mil pessoas.

"Estamos a desenvolver esforços para ajudarmos ainda mais pessoas, com um fundo solidário capaz de responder a todas as necessidades, mas que avance com toda segurança", disse a coordenadora-geral da Associação Dignitude, Maria de Belém Roseira.

A ex-ministra da Saúde considera que este terá de ser "um trabalho em rede", destacando a importância do poder local se envolver no programa.

"Gostei muito que cá estivessem várias entidades, porque temos de funcionar em rede para perceber melhor as necessidades. Nestas parcerias o poder local é muito importante, porque é quem conhece as pessoas e percebe as reais necessidades", salientou Maria de Belém Roseira.

A autarca, Elisa Ferraz, lembrou que o município "já tem um fundo de emergência social que, entre outras ações, também apoia nesta questão dos medicamentos", mas considerou que com esta parceria o apoio "será mais eficaz".

"Com o apoio da Associação [Dignitude], será emitido um cartão, com o qual as pessoas se podem dirigir às farmácias aderentes e ter acesso gratuito aos medicamentos, prescritos por um médico, desde que, previamente, justifiquem que não têm possibilidade de os adquirir", explicou Elisa Ferraz.

A presidente de câmara garantiu que a situação de carência será avaliada pelos serviços sociais da autarquia, devendo ser a esse local que os potenciais beneficiários se devem dirigir.

"Já temos muitas famílias devidamente assinaladas e estimamos que este programa vá abranger 200 pessoas, mas faremos frequentemente uma avaliação para saber se será necessário aumentarmos a comparticipação", acrescentou.

Note-se que esta parceria terá a duração de um ano, sendo renovável automaticamente pela vontade de ambas as partes.

Saúde Pública

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