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Concurso: Médicos saúdam contratações mas lamentam abertura tardia
DATA
26/07/2018 15:45:10
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Jornal Médico
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Concurso: Médicos saúdam contratações mas lamentam abertura tardia

Os médicos lamentam a abertura tardia do concurso para contratar os mais de mil clínicos recém-especialistas, mas reconhecem que estas novas contratações ajudam parcialmente a resolver a carência de profissionais.

O Governo vai abrir hoje concurso para contratar 1.234 médicos que terminaram a especialidade nas áreas de Medicina Geral e Familiar (MGF) e de Saúde Pública (SP).

“Este anúncio é tardio, mas ainda assim é positivo”, disse o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, em declarações à agência Lusa.

Para o representante dos médicos, estas contratações “não resolvem os problemas de carência de capital humano do Serviço Nacional de saúde, mas ajudam parcialmente”.

Contudo, Miguel Guimarães adianta que os concursos deviam abrir de forma mais célere, recordando a aprovação no parlamento de um diploma do PCP que obriga à abertura de concurso no prazo de 30 dias para contratar médicos recém-especialistas.

Também o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) lamenta “o tardio anúncio de abertura dos concursos”, considerando que a indefinição dos prazos para contratar os novos especialistas faz com que “muitos médicos optem por ir para a privada ou para o estrangeiro”.

“A abertura dos concursos tem de ser mais célere. Estes atrasos não são compagináveis com as necessidades do SNS”, afirmou à agência Lusa o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha.

O recém-especialista de MGF e porta-voz de um grupo de jovens médicos que lançou uma petição pública para exigir ao Governo a abertura imediata do concurso, considerou o anúncio uma boa notícia, mas que peca por ser tardia. “É uma boa notícia porque cobre todas as vagas, mas a má notícia é que já vem tarde”, afirmou Cláudio Espírito Santo.

O jovem médico adiantou que é preciso aguardar pela publicação dos despachos em Diário da República, para saber como se as vagas abrem “onde realmente são precisas”.

Já para o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), João Proença, foi “muito importante a abertura das vagas”, embora considere que “são insuficientes” para as necessidades do país.

João Proença defende que se houvesse médicos de família suficientes não havia “urgências a abarrotar nas urgências dos hospitais centrais e distritais” do país.

O presidente da FNAM saudou ainda a abertura de vagas de saúde pública ao fim de vários anos. “Abriram poucas vagas, mas abriram”.

Em comunicado, o Ministério da Saúde adianta que os despachos que abrem concurso para os novos médicos serão, ainda hoje, publicados em Diário da República.

Saúde Pública

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