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Concurso: Governo quer captar clínicos que estão fora do SNS
DATA
26/07/2018 18:04:48
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Concurso: Governo quer captar clínicos que estão fora do SNS

O Ministério da Saúde abriu, hoje, mais vagas para novos médicos recém-especialistas que acabaram a especialidade este ano. O objetivo tentar captar clínicos que não tenham concorrido noutros anos e estejam no privado ou no estrangeiro.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, destaca que o concurso aberto hoje para 1.234 novos médicos representa “a maior abertura dos últimos anos” e rejeita que tenham ocorrido atrasos neste concurso, adiantando mesmo que foi o “segundo mais célere” no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Em declarações aos jornalistas a propósito dos despachos hoje publicados com a abertura de concurso para novos médicos, Fernando Araújo destacou que das 1.234 vagas há 378 para médicos de Medicina Geral e Familiar, o que vai permitir que mais 500 mil utentes tenham médico de família.

O responsável lembrou, ainda, que se trata de um dos concursos com mais vagas abertas dos últimos anos, com um “aumento de 20% relativamente a 2016 e de 40% relativamente a 2017”.

O número de vagas abertas é superior em 10% a 15% ao número de profissionais que terminou este ano o internato. O governante assume que o objetivo é “captar médicos que estão de fora do SNS”, sejam médicos que não concorreram no ano passado ou noutros anos, ou que estejam no exterior ou nos privados.

Quanto às queixas dos profissionais sobre a demora na abertura do concurso, Fernando Araújo rejeitou as críticas, indicando que este concurso “foi o segundo mais célere do SNS”. De acordo com os dados do Ministério, o mais célere foi em 2016. Contudo, no ano passado, o concurso demorou cerca de 10 meses a ser aberto e as estruturas que representam os médicos temiam que o cenário se repetisse este ano.

Embora reconheça que se pode melhorar o tempo de abertura dos concursos, o responsável estima que estes 1.234 médicos possam estar colocados nos hospitais e centros de saúde no final de setembro, quando em concursos passados os médicos eram colocados no final do ano.

Hoje foi, ainda, publicado em Diário da República um diploma que estabelece as unidades de saúde de zonas consideradas carenciadas para os quais se podem candidatar médicos que terão incentivos financeiros adicionais e incentivos de carreira.

Os Hospitais do Algarve, de Évora, de Coimbra e o Centro Hospitalar de Lisboa Central são os que estão autorizados a contratar o maior número de médicos.

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