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Transporte de doentes gerido em plataforma única até 2019
DATA
01/08/2018 09:52:39
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Jornal Médico
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Transporte de doentes gerido em plataforma única até 2019

Todas as unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão passar a ter uma plataforma única destinada à gestão do transporte de doentes não urgentes até ao final de março de 2019.

De acordo com um despacho do Governo, que deverá ser publicado hoje em Diário da República, o alargamento do sistema que gere o transporte de doentes não urgentes a todas as instituições será feito de forma gradual.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), esta plataforma única pretende assegurar uma melhor articulação entre as entidades que realizam transporte de doentes, mas também criar uma harmonização das regras existentes a nível nacional. O objetivo é coordenar melhor os meios disponíveis e evitar desperdícios.

O projeto de despacho, ao qual a agência Lusa teve acesso, indica que todas as unidades hospitalares do SNS do Alentejo, Algarve e Centro devem ter o sistema implementado até ao final de novembro deste ano.

Seguem-se depois os hospitais do Norte, que devem ter o sistema até fevereiro de 2019 e os de Lisboa e Vale do Tejo, que têm de ter a plataforma até ao final de março do próximo ano.

Esta plataforma já é utilizada de forma frequente nos cuidados de saúde primários e permite “fazer a gestão de todo o circuito do transporte programado de utentes”, desde que o transporte é prescrito, passando pela sua realização e até à sua contabilização.

Para o MS, a centralização numa plataforma única visa combater o desperdício nesta área, permitindo ainda “maior capacidade de resposta” e mais meios de transporte disponíveis.

Note-se que o SNS assegura, em média, o transporte não urgente a 1.500 pessoas por dia, o que representa uma despesa anual de 116 milhões de euros.

Recorde-se que o Governo estabeleceu, há cerca de dois anos, que o transporte de doentes não urgentes fosse gratuito em casos de doentes com situação clínica prolongada e contínua, nomeadamente doenças oncológicas, transplantados e, ainda, doentes em cuidados paliativos

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