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Ministério: Número de médicos candidatos foi o mais alto de sempre
DATA
08/08/2018 10:52:38
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Ministério: Número de médicos candidatos foi o mais alto de sempre

O número de candidatos ao concurso para médicos recém-especialistas foi o mais elevado de sempre. De acordo com o Ministério da Saúde, geralmente ficam por preencher mais de 10% das vagas.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, sublinhou que a captação de médicos do atual concurso para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “foi superior ao que acontece em anos anteriores”.

Fernando Araújo frisa que “os números são muito positivos” e que “nunca tinham concorrido tantos médicos”.

O concurso para a entrada de médicos recém-especialistas no SNS ficou com 117 vagas por preencher de um total de 1.234, o que representa menos de 10% de vagas vazias.

Este ano, 1.117 médicos concorreram ao concurso, enquanto no ano passado concorreram 810 profissionais, afirmou o secretário de Estado.

Fernando Araújo reconhece que o concurso vem demonstrar que “quanto mais célere for a abertura de concursos, mais capacidade há de captar profissionais”.

Recorde-se que várias estruturas médicas pressionaram o Governo para que não se atrasasse na abertura dos concursos para os jovens que terminaram o internato este ano, depois de no ano passado o concurso ter demorado mais de 10 meses a abrir. O concurso foi aberto cerca de três meses depois.

As 1.234 vagas postas a concurso eram entre 10% a 15% superiores ao número dos médicos recém-especialistas que terminaram o internato, tendo o Ministério da Saúde explicado que o objetivo era tentar captar médicos de fora do SNS.

Questionado sobre se este objetivo falhou, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde indicou que “houve alguns médicos de fora” do SNS que concorreram, mas ainda não há dados totais e objetivos que permitam perceber quantos.

“Também não esperávamos uma avalanche de médicos de fora”, adiantou.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, também sublinhou que a proporção de candidatos foi mais alta que é habitual.

“Este concurso abriu mais vagas do que os potenciais candidatos. Numa análise que é ainda superficial, a percentagem de candidatos recém-especialistas deste concurso é mais alta do que o habitual. Isto mostra quanto mais cedo abrem os concursos maior é a percentagem de ocupação de vagas”, disse Miguel Guimarães.

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