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Incêndios: INEM oferece apoio psicológico à população
DATA
10/08/2018 11:24:35
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Incêndios: INEM oferece apoio psicológico à população

O INEM conta com três unidades móveis de intervenção psicológica de emergência (UMIPE), na zona afetada pelo incêndio de Monchique, no Algarve.

As UMIPE são constituídas por um psicólogo e um técnico de emergência pré-hospitalar, que procuram dar resposta aos pedidos de apoio e solicitações que têm surgido diariamente, disse à agência Lusa a coordenadora do Centro de Apoio Psicológico e de Intervenção em Crise do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Sónia Cunha.

Estas unidades procuram fazer uma triagem dos casos, "avaliação e promoção de estratégias", de forma a minimizar "o desenvolvimento de patologias, como as perturbações de stress que são associadas à vivência de traumas", explicou a responsável.

Todos os casos que sinalizados são posteriormente referenciados para os níveis de resposta seguinte, nomeadamente "os centros de saúde e as unidades de saúde mental".

Em casos de grandes incêndios, a missão destas unidades "é primeiramente fazer a triagem de reações e das primeiras necessidades".

"Existindo reações intensas ou menos adaptativas, procuramos promover a estabilização emocional, por forma a que as pessoas consigam controlar as suas emoções, sem deixar de as viver e verbalizar, mas de forma controlada e funcional", explicou Sónia Cunha.

Segundo a coordenadora, "nestas situações de ameaça da própria vida, de familiares ou da integridade dos bens, há uma maior ativação emocional e uma maior dificuldade em tomar decisões e em serem protetoras delas próprias. O objetivo é ajudar a controlar essas emoções para que as pessoas consigam ser racionais e tomar as decisões".

O incêndio de grandes dimensões, combatido por mais de mil operacionais, deflagrou na passada sexta-feira à tarde em Monchique, distrito de Faro, atingindo também os concelhos de Silves, Portimão e Odemira.

Esta manhã, o incêndio foi dado como dominado pela Proteção Civil, sendo que, até agora, há 41 feridos, um dos quais em estado grave.

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas consumiram cerca de 27 mil hectares. Recorde-se que já em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

Saúde Pública

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