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Mais de 700 pessoas participaram no rastreio nacional da voz artística

Mais de 700 pessoas participaram no rastreio nacional da voz artística, promovido pela Gestão dos Direitos dos Artistas (GDA), que teve início em maio de 2017 e termina no final deste ano.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da GDA, Luís Sampaio, explicou que o rastreio, "o primeiro realizado em Portugal", já passou por 10 capitais de distrito (Lisboa, Vila Real, Bragança, Beja, Portalegre, Faro, Évora, Setúbal, Santarém e Leiria), chegando, nos dias 30 e 31 de agosto a Viana do Castelo.

A campanha nacional, uma ideia da fundadora da Unidade de Voz do Egas Moniz, a cirurgiã otorrinolaringologista Clara Capucho, resulta de uma parceria entre a GDA, o Ministério da Saúde e o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, "cuja Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz se distingue como o principal ponto do Serviço Nacional de Saúde na prestação de cuidados de saúde diferenciados na área da voz a artistas portugueses".

"É a primeira vez que se faz um rastreio da voz em Portugal. O projeto da doutora Clara Capucho irá ser importante para, no final, com os dados todos tratados, perceber e estudar a utilização da voz", referiu o presidente da GDA.

Segundo Clara Capucho, citada em comunicado, o rastreio nacional "é uma forma de chamar a atenção dos cantores e dos atores portugueses para os cuidados regulares que devem ter com o seu aparelho vocal".

"A exigência permanente a que a voz profissional está sujeita desenvolve algumas patologias que, se não forem detetadas cedo e corrigidas, comprometem a prazo a qualidade do desempenho artístico", especificou a especialista.

Embora seja dirigido aos artistas, o rastreio é aberto a toda a população e irá passar, nos dias 30 e 31 de agosto, pela Unidade de Saúde Familiar Gil Eanes, em Viana do Castelo. No primeiro dia, o rastreio decorre entre as 10:00 e as 13:00 e das 15:00 às 18:00. No dia seguinte, o rastreio decorre entre as 09:00 e as 13:00, de tarde, o horário será igual ao da véspera.

O objetivo do rastreio nacional é assegurar a possibilidade de diagnóstico precoce de doenças do aparelho vocal em regiões onde os artistas não têm acesso a exames específicos.

"O nosso apelo é para que os artistas não percam esta oportunidade para avaliar o seu aparelho vocal e que a população em geral, sobretudo os fumadores, venham fazer o exame", reforçou Luís Sampaio.

Até final do ano serão percorridas todas as capitais de distrito de Portugal, bem como as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

Saúde Pública

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