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Angola registou 16 mil casos de gravidez precoce em 2017
DATA
17/08/2018 16:39:19
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Angola registou 16 mil casos de gravidez precoce em 2017

Angola registou um total de 16 mil casos de gravidez precoce, em 2017, no entanto este número tem vindo a reduzir desde 2013, revelou a diretora nacional de Saúde Pública, Isilda Neves.

Estes dados foram avançados, hoje, no final de um encontro, em Luanda, que reuniu adolescentes e autoridades governamentais que trabalham na defesa dos direitos das crianças, um ato promovido pelo Centro de Imprensa Aníbal de Melo.

Isilda Neves explicou que a redução se deve ao aumento, desde 1996, de políticas coordenadas entre os vários setores, nomeadamente nas áreas de educação, saúde, ação social, família e promoção da mulher e juventude, através de uma abordagem que visa a redução da mortalidade materno e, sobretudo, a gravidez na adolescência.

Segundo a responsável, a preocupação é maior nas camadas mais baixas da população, sobretudo nos meios rurais, pelo que é para esse extrato social que se têm estado a desenvolver esforços.

Para o diretor clínico da Maternidade Lucrécia Paim, Francisco Quinto, a gravidez precoce continua a ser bastante preocupante, uma vez que 27% do volume da assistência diz respeito a adolescentes grávidas.

Segundo o médico, sendo a única maternidade nacional, muitos dos casos de alto risco acabam por ser transferidos para esta unidade hospitalar, quer para atendimento de grávidas quer para assistência às complicações de gravidez.

"Temos uma ocorrência no banco de urgência numa média de 40 a 56 pacientes por dia, que são adolescentes que acorrem por diferentes razões. Nas complicações da gravidez na adolescência temos uma média diária de oito a nove casos", informou Francisco Quinto.

O clínico adiantou, ainda, que as complicações mais frequentes decorrem de casos de aborto, nomeadamente as hemorragias e infeções, ambas letais.

"A nossa realidade é muito dura em todo o país. Nós, como instituição de referência, sentimos muito a sobrecarga que essa situação nos acarreta e também reconhecemos que é um problema que, para a sua minimização, requer a participação de toda a sociedade, começando em casa", frisou.

De acordo com o diretor clínico, nos últimos meses, a maior parte das jovens tinha entre os 14 e os 16 anos.

Saúde Pública

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