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OM: Clínicos demissionários de Gaia admitem abandonar funções
DATA
11/09/2018 15:46:08
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OM: Clínicos demissionários de Gaia admitem abandonar funções

O diretor clínico e os 51 chefes de serviço demissionários do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), admitem abandonar funções já em outubro, caso não exista uma resposta positiva por parte do Governo.

“A partir de dia 6 de outubro, se o Governo não mostrar nenhum sinal positivo, os clínicos deixam de exercer as suas funções de chefia, o que trará consequências muito graves ao centro hospitalar”, anunciou o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, na sequência de informações obtidas junto de alguns dos demissionários.

É “fundamental” que quem detém o poder político na área da Saúde dê um “sinal positivo” de que vai haver mudanças e, caso esse seja dado, os profissionais demissionários suspendem a sua decisão, referiu.

Segundo o bastonário, “um dos sinais positivos” seria substituir o presidente do Conselho de Administração que, considerou, “nada fez” para alterar a atual situação de degradação do centro hospitalar.

Outros dos indícios de que “a mudança vem caminho” seria consagrar no Orçamento de Estado para 2019 algumas das obras necessárias a realizar no CHVNG/E.

Miguel Guimarães lembrou que é necessário renovar equipamentos, alguns deles já ultrapassados, falando a título de exemplo na necessidade de adquirir um angiógrafo ou de modernizar alguns ecógrafos, assim como possibilitar contratações diretas, à semelhança do que aconteceu noutros centros hospitalares do país.

“Há aqui sinais que podem, desde já, ser dados. Se não for dado nenhum sinal fica tudo na mesma e os profissionais não têm condições para continuar a chefiar os serviços”, referiu.

O bastonário alertou, ainda, que “mais novidades vêm a caminho”, sendo possível que “mais alguma coisa venha a acontecer” nos próximos dias.

“Os médicos estão numa situação complicada porque estão a ser demasiado desconsiderados, não podendo António Costa desprezar o que se está a passar”, frisou.

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