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BE quer juntar forças em torno da nova Lei de Bases da Saúde
DATA
24/09/2018 10:32:56
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BE quer juntar forças em torno da nova Lei de Bases da Saúde

O BE quer “juntar forças” em torno da sua proposta para uma nova Lei de Bases da Saúde, que rejeita a privatização do Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando ser a resposta que “todos os socialistas querem”.

“Salvar o SNS: uma nova Lei de Bases da Saúde” é o tema da sessão pública que o BE promove no domingo, em Lisboa, com intervenções não só de bloquistas – o encerramento será feito pela coordenadora do partido, Catarina Martins, mas também de independentes e de nomes conotados com outras forças políticas que têm em comum serem “defensores do SNS”.

Em declarações à agência Lusa, numa antecipação da iniciativa, o deputado do BE Moisés Ferreira explicou que BE pretende “juntar forças em torno de uma nova Lei de Bases e em torno da proposta do Bloco de Esquerda”, a única que já deu entrada na Assembleia da República e que resulta dos contributos do “pai” do SNS, o socialista António Arnaut, e do ex-coordenador bloquista João Semedo.

“Uma nova Lei de Bases que fecha a porta à privatização e que dá a resposta que nós achamos que é a resposta que todos os socialistas querem, que é um SNS integralmente público, geral, universal e gratuito”, concretizou.

Na opinião do deputado, “da parte do Governo, entre o legado de António Arnaut e o lóbi do grupo Mello, estão a alinhar pelo lóbi do Grupo Mello”.

“É uma opção do Governo, não nos parece que seja a opção dos socialistas e dos utentes. Não nos parece que, quem vota no PS, queira que o SNS seja apenas a conta corrente dos negócios dos privados na saúde”, sublinhou.

Entre os oradores, Moisés Ferreira destacou Constantino Sakellarides, “que até há pouco tempo era conselheiro do ministro da Saúde, antes de se ter demitido” e Eugénio Rosa, do PCP.

“Aquilo que nós queremos fazer, com todos os defensores do SNS, profissionais, académicos, defensores do SNS, com todas estas pessoas, é construir um movimento para uma nova Lei de Bases”, justificou.

Perante “a situação do SNS e perante o ataque que a direita está a fazer ao SNS”, alertou Moisés Ferreira, “não pode haver posições em cima do muro, não pode haver meias posições, nem meias medidas”.

“A proposta da Maria Belém Roseira e do seu grupo nomeado pelo Governo não serve porque exatamente deixa a porta aberta às PPP [Parcerias Público-Privadas], aos privados, ao negócio que hoje está a destruir o SNS”, acrescentou ainda.

Já em relação à proposta do PSD, o deputado do BE considerou que esta é simplesmente “para a privatização do SNS”, enquanto “do PS e do Governo se continua sem conhecer nada”.

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