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Estudo: Dispensa de medicamentos dá prejuízo às farmácias
DATA
25/09/2018 17:48:18
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Estudo: Dispensa de medicamentos dá prejuízo às farmácias

As farmácias portuguesas têm prejuízo na dispensa de medicamentos comparticipados pelo Estado à população, diz um estudo realizado pela Universidade de Aveiro em colaboração com a sociedade de revisores oficiais de contas Oliveira, Reis & Associados.

De acordo com o estudo “Sustentabilidade da Dispensa de Medicamentos em Portugal”, e tendo por base uma amostra de 1.470 farmácias, são perdidos sete cêntimos por cada dispensa de medicamentos comparticipados.

Durante o período de análise (2015 e 2016), o resultado líquido da farmácia média teve resultados negativos. Em 2015, foi de -3.434€ e agravou-se para -3.836€ em 2016. As projeções para 2017 indicam uma ligeira recuperação, com o prejuízo estimado em -1757€, ainda assim “insuficiente para reverter a situação económica do setor”.

Este prejuízo atinge mais de metade da rede, com 63% das farmácias a sofrerem resultados negativos com o mercado regulado. Os medicamentos comparticipados representam 72% das vendas totais das farmácias. Os preços e as margens sofreram cortes no valor de 286 milhões de euros até 2016.

Note-se, ainda, que o número de farmácias em situação de insolvência ou penhora em Portugal não para de aumentar. Cerca de 22,8% dos estabelecimentos estão nesta situação, segundo os últimos dados do MOPE do Centro de Estudos e Inovação em Saúde (CEFAR), que analisou a situação de 2.922 farmácias.

Segundo o CEFAR, em cinco anos e oito meses, registou-se um aumento de 260,7% no número de insolvências (mais 159 farmácias) e um aumento de 147,2% no número de penhoras (mais 265 farmácias), num total de mais 424 farmácias do que em 2012. Os dados revelam que, em agosto deste ano, 19 distritos do país têm mais de 10% da totalidade das suas farmácias com ações de insolvência e penhora.

Saúde Pública

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