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PSD questiona Governo sobre “falta de condições” no Hospital de Aveiro
DATA
26/09/2018 10:50:49
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PSD questiona Governo sobre “falta de condições” no Hospital de Aveiro

O PSD de Aveiro questionou o Governo sobre a “falta de condições” no hospital local, alegando que está em causa “a segurança e qualidade” no atendimento dos utentes.

Numa pergunta dirigida ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, os deputados recordam o recente pedido de demissão da diretora do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), na base da qual está “a manifesta falta de meios e de recursos" no Serviço de Urgência do Hospital de Aveiro.

Segundo os deputados, esta situação “poderá acarretar graves consequências” para a população servida pelo CHBV, se a referida falta de meios não for rapidamente resolvida.

os parlamentares alertam, ainda, para o caos que pode vir a instalar-se no atendimento dos doentes na Urgência do hospital, caso a solidariedade manifestada por cerca de 40 médicos daquele serviço à referida responsável “possa vir a traduzir-se numa eventual indisponibilidade para continuarem naquelas funções”.

Nesse âmbito, o PSD de Aveiro questionou o Ministério da Saúde acerca das razões que levaram ao pedido de demissão da diretora da Urgência do CHBV e que medidas concretas pretende o Governo tomar para assegurar que o CHBV será dotado dos meios e dos recursos necessários para uma adequada prestação de cuidados de saúde à população.

Na mesma pergunta, os deputados do PSD apontam outros constrangimentos sentidos no CHBV, noutras áreas clínicas, como é o caso dos tempos de espera que dizem verificar-se nas consultas médicas de especialidade, que, no primeiro semestre de 2018, “permanecem em diversos casos muito elevados”.

“Para uma consulta de Dermato-Venereologia, o tempo de espera é de 1.482 dias, enquanto um doente da área da Pneumologia espera 383 dias ou um de Reumatologia aguarda 371 dias”, referem.

Os deputados consideram que esta situação é “absolutamente inaceitável” e responsabilizam o Governo, bem como os partidos políticos que o apoiam, lembrando que em 2016, o ministro da Saúde se comprometeu publicamente a reduzir substancialmente os tempos máximos de resposta garantida nas consultas hospitalares realizadas no âmbito do SNS.

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