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Campanha sensibiliza estudantes para a PHDA
DATA
10/10/2018 09:40:04
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Campanha sensibiliza estudantes para a PHDA

A Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra (UPPC) lançou, hoje, uma campanha de sensibilização que pretende alertar para a doença da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) no adulto.

Esta iniciativa, lançada no âmbito do Dia Mundial da Saúde Mental, tem por objetivo alertar os estudantes do ensino superior para a importância do diagnóstico precoce da PHDA.

De acordo com os promotores, a campanha vai decorrer com o apoio de doze associações de estudantes do ensino superior que, através das redes sociais e distribuição de panfletos, irão informar alunos, professores e não docentes para a correta identificação dos sinais de alerta mais comuns da referida doença.

A iniciativa irá decorrer online, tanto nas páginas de redes sociais da UPPC, como das associações envolvidas, "através de uma rubrica de literacia para a PHDA com várias publicações ao longo do mês, nas quais serão tratados temas como o conceito da doença, sintomas mais comuns e formas de tratamento", referiu a fonte à agência Lusa.

A principal mensagem que a organização da campanha pretende passar "é a de que o diagnóstico e tratamento precoces da PHDA permitem uma melhoria da qualidade de vida do indivíduo, bem como do seu desempenho académico".

"Estima-se que cerca de quatro por cento dos adultos sofre desta perturbação atualmente", referem os promotores em comunicado.

Entre os sintomas mais comuns estão "a desorganização e incapacidade de foco, a inquietação motora, a tomada de decisões precipitadas, a dificuldade em realizar atividades que requeiram calma e esforço mental e a comunicação excessiva".

"Dado que o PHDA em jovens adultos se pode manifestar em contexto escolar/profissional, importa trabalhar no sentido de consciencializar as comunidades académicas para a correta identificação de uma doença que, quando não tratada, pode levar ao insucesso escolar, baixa autoestima, isolamento social, propensão para comportamentos de risco (consumo de drogas e álcool, gravidez não planeada, etc.), bem como ao risco de desenvolver outras doenças, como depressão ou transtornos de personalidade", explica o diretor clínico da UPPC, Joaquim Cerejeira.

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