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Portugal lança base de dados para melhorar tratamento do cancro da mama
DATA
11/10/2018 11:33:38
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Portugal lança base de dados para melhorar tratamento do cancro da mama

O presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) considerou “fundamental” criar uma base de dados sobre o cancro da mama. O objetivo é melhorar a qualidade, rapidez e equidade do tratamento desta doença.

Na defesa desta necessidade, Luís Sá explicou que será lançada, hoje, a primeira base de dados sobre cancro da mama, que ficará disponível para 25 unidades de saúde. A apresentação terá lugar no X Congresso Nacional de Senologia, que decorre na Figueira da Foz.

Através desta base de dados, que resulta de uma parceria e investimento conjunto da Sociedade Portuguesa de Senologia, com o apoio Sociedade Portuguesa de Oncologia, passa a ser possível comparar os resultados de tratamento das unidades de saúde da área.

“Uma doente chega ao hospital e poderá ser operada, por exemplo, entre dois a quatro meses e nós não sabemos se determinada unidade está a tratar da melhor maneira e dentro dos prazos exigidos [pela European Society of Mastology (EUSOMA), a entidade responsável pela acreditação de Unidades a nível internacional] porque não podemos comparar resultados e tempos ideais”, declarou.

Luís Sá sublinhou que a EUSOMA definiu, com o Parlamento Europeu, as normas que cada unidade de saúde deve cumprir para que se “considere a qualidade adequada” de operacionalidade e que “o critério fundamental é que se tenha uma base de dados que permita, numa auditoria externa, verificar o timing de tratamento e as taxas de cura de cada unidade”.

“Uma base de dados é uma ferramenta fundamental para se fazer um trabalho de qualidade para tratar o cancro da mama e também permite uma partilha de métodos e soluções e uma equidade no tratamento. Este sistema permite seguir isso”, reforçou Luís Sá, argumentando: “esta era a estrutura que nos faltava. Existindo bases de dados, pensamos que a maioria das unidades consegue ter os critérios mínimos de qualidade para obter equidade”.

Questionado pela agência Lusa sobre se considera os cerca de 25 centros de tratamento do cancro da mama um número suficiente, o especialista respondeu que “sim”, porque “o Serviço Nacional de Saúde tem conseguido taxas de sobrevida compatíveis com a média europeia” e “tem sabido dar uma resposta mais ou menos adequada no combate e tratamento” do cancro da mama.

De acordo com a SPS, esta base de dados “poderá ser utilizada por qualquer unidade que esteja a operar em Portugal, desde que seja compatível com o sistema informático do seu hospital, e assim fazer transferência de dados para o Registo Oncológico Nacional”.

Saúde Pública

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