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Bastonário pede maior investimento no SNS
DATA
11/10/2018 17:31:45
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Bastonário pede maior investimento no SNS

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considera que o Governo deve reforçar o investimento na Saúde, de forma a combater a perceção de que os portugueses são melhor tratados no privado do que no público.

Para o responsável dos médicos, “esta perceção é preocupante e deve servir como um sinal para o Governo ter mais atenção à Saúde e, aproveitando até esta fase, decidir mais algum daquilo que é o Orçamento do Estado à Saúde”.

Miguel Guimarães comentava, assim, as conclusões do inquérito “Saúde uma Prioridade”, realizado no âmbito do projeto 3F – Financiamento Fórmula para o Futuro, promovido pela Associação Portuguesa dos Administrados Hospitalares.

De acordo com os dados obtidos, três em cada quatro portugueses consideram que a Saúde não é uma prioridade para o Governo, apontando para pouca preocupação com os utentes, demoras no atendimento e falta de profissionais de saúde.

O inquérito, feito a mais de 600 adultos portugueses, tendo em conta a estratificação da população, mostra que 74% dos inquiridos afirma que a Saúde não é uma prioridade para o Governo em Portugal. Na base desta visão estão indicadores como a “pouca preocupação com a saúde dos utentes”, os “tempos de espera longos”, a “falta de médicos/profissionais de saúde” e também um “baixo investimento na saúde”.

O bastonário considera que é “absolutamente essencial dar uma imagem melhor do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, apostando no reforço do investimento neste setor.

"A média dos países da OCDE valoriza a saúde em 6,5% do PIB. Nós estamos a valorizar em 5,2% do PIB. Se pensarmos especificamente no SNS estamos a falar em 4,8%", referiu.

Para Miguel Guimarães, esta é uma percentagem "ainda baixa, "não dá para resolver muitos dos problemas que existem" e contribui para que os portugueses tenham uma perceção errada do SNS.

"O SNS continua a ter serviços de excelência, a resolver os problemas mais complicados, a quase totalidade dos médicos é formada no SNS e, por isso, trabalham de igual forma no privado e no público", frisou.

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