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1.º Simpósio Português de Investigação e Inovação em Urologia reúne médicos e investigadores
DATA
16/10/2018 09:43:42
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Jornal Médico
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1.º Simpósio Português de Investigação e Inovação em Urologia reúne médicos e investigadores

O 1.º Simpósio Português de Investigação e Inovação em Urologia, organizado pela Academia CUF, vai reunir médicos e investigadores de prestígio nacional e internacional.

O Jornal Médico falou com a professora auxiliar de Biopatologia da Faculdade de Medicina do Porto e coordenadora do Grupo de Biologia do Cancro do Instituto de Patologia Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), Paula Soares, uma vez que será uma das oradoras do evento e irá abordar o tema “Liquid biopsies in bladder cancer – Where are we?”.

“Parece-me uma iniciativa muito interessante, na medida em que vai reunir perspetivas desde a área mais básica do conhecimento até novas abordagens na área do diagnóstico, seguimento e tratamento. Além disso, será certamente muito produtivo reunir grupos de investigação básica/translacional com grupos mais clínicos abordando questões centradas no doente”, sublinhou.

Embora a Urologia não seja o seu principal âmbito de investigação, Paula Soares considera que “a identificação de indicadores moleculares (a nível do DNA, RNA, incluindo miRNA, e proteínas) de estratificação de risco e seguimento de recorrência, usando preferencialmente abordagens não invasivas” é um dos principais desafios atuais.

Já em relação ao tema que irá abordar no simpósio, a investigadora frisou que a possibilidade de utilização da biopsia líquida no cancro da bexiga “coloca-se precisamente na utilização de abordagens não invasivas que permitam monitorizar o doente”.

Segundo Paula Soares, enquanto na maioria dos modelos tumorais a biopsia líquida refere-se exclusivamente à utilização de marcadores presentes no sangue periférico, no cancro da bexiga podem também ser utilizadas amostras de urina.

“Identificar qual o melhor indicador (ou conjunto de marcadores), com sensibilidade e especificidade que permita a monitorização dos doentes em recorrência e/ou a sua estratificação de risco sem recurso a abordagens altamente invasivas como se passa atualmente, terá certamente uma enorme mais-valia para o doente”, concluiu a docente do IPATIMUP.

O evento decorre no próximo dia 8 de dezembro, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, e as inscrições podem ser feitas aqui.

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