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Investigadores identificam esclerose múltipla através do movimento ocular
DATA
26/10/2018 11:00:36
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Investigadores identificam esclerose múltipla através do movimento ocular

Uma equipa da Universidade do Minho (UMinho) descobriu que os movimentos oculares podem "revelar alterações cognitivas em pessoas com esclerose múltipla (EM)”.

Em comunicado, a UMinho explica que a investigação, publicada na revista científica norte-americana PeerJ, demonstrou que "os portadores de EM têm problemas a realizar os movimentos mais comuns do olho, ou seja, quando o olho muda rapidamente em direção a algo específico".

"Na prática, as pessoas diagnosticadas com aquela doença levaram mais tempo a iniciar o movimento ocular e, depois, a fixar com precisão o alvo visual. Por outro lado, ao olharem voluntariamente para outra direção, por exemplo, para o lado esquerdo quando uma luz piscava no lado direito, mostraram mais dificuldades a fazê-lo face a pessoas sem aquela doença", aponta a UMinho.

O estudo "mostrou que aqueles movimentos oculares são um marcador quantitativo de danos neurais, ao comprometer a capacidade de inibir ou controlar as respostas impulsivas (ou automáticas) da pessoa com EM". Esta descoberta poderá “influenciar a escolha de novos tratamentos e as técnicas de acompanhamento da progressão da doença".

Note-se que a EM atinge entre cinco mil a seis mil portugueses (oito casos em cada dez mil), dos quais cerca de dois terços são mulheres.

Saúde Pública

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