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Fármacos: Despesa pública aumentou 500 ME nos últimos três anos
DATA
31/10/2018 12:46:58
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Fármacos: Despesa pública aumentou 500 ME nos últimos três anos

Nos últimos três anos, a despesa pública em medicamentos aumentou 500 milhões de euros (ME). Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Ramos, esta é “a maior prioridade” de aplicação de recursos financeiros no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Apesar da existência, apesar da colaboração da indústria farmacêutica nesta componente de despesa pública, depois de tudo isso, os medicamentos foram de longe a maior prioridade de aplicação de recursos financeiros no SNS”, disse Fernando Ramos, durante o congresso da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), que está a decorrer em Lisboa.

De acordo com o secretário de Estado, o Orçamento do Estado para 2019, em discussão na Assembleia da República, “reforçará certamente” esta vertente do SNS.

Recorde-se que, esta terça-feira, a Apifarma divulgou um estudo no qual revela que os medicamentos inovadores evitaram 110 mil mortes em Portugal, entre 1990 e 2015, e adicionaram dois milhões de anos de vida saudável.

Este estudo “traz evidência para cima da mesa sobre o real valor da tecnologia” e o esforço exigido da sociedade”, disse Fernando Ramos, defendendo que, “no período em que a inovação terapêutica atravessa desenvolvimentos sem precedentes e onde os novos medicamentos constituem um desafio à sustentabilidade dos sistemas de saúde, importa desenvolver novos modelos e soluções”.

Para o governante, é preciso garantir o “permanente equilíbrio” entre a busca de ganhos em saúde e a sustentabilidade do SNS. Fernando Ramos defendeu, ainda, que a indústria farmacêutica tem de saber adaptar o investimento associado à inovação e promover “o que proporciona realmente valor”, dando prioridade a escolhas com base na evidência sobre o real valor de cada nova tecnologia e no esforço exigido a “uma sociedade com recursos limitados”.

“Em 2016 foram aprovados 51 medicamentos inovadores e em 2017 foi possível aprovar o financiamento de 60 novos medicamentos, triplicando o volume de aprovações dos últimos cinco anos. Em 2018, o ritmo de aprovações mantém-se”, recordou.

Fernando Ramos salientou que “a indústria farmacêutica potencia investimento nacional e estrangeiro, incentiva a investigação em colaboração com as estruturas académicas e científicas, e fomenta a inovação e a melhoria contínua do tecido empresarial, o que se repercute também ao nível económico-social”.

Por essa razão, defendeu, deve ser reforçada uma política de internacionalização que promova a capacidade, o potencial técnico-científico e a competitividade da indústria farmacêutica produtora nacional.

“O Ministério da Saúde reconhece o contributo e a responsabilidade da indústria farmacêutica na promoção da saúde pública em Portugal, que, no futuro, esperamos reforçar”, concluiu.

Já o presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, salientou o retorno do investimento em medicamentos, sublinhando os “valores impressionantes” revelados no estudo “O valor dos medicamentos em Portugal”.

Os resultados mostram o impacto dos medicamentos em termos económicos e em termos da qualidade e da esperança de vida das pessoas e o “peso importante” da indústria farmacêutica, que representa 2,3% do PIB, disse João Almeida Lopes aos jornalistas, à margem do congresso.

Saúde Pública

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