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SRCOM: Hospitais do Centro precisam de mais de 100 anestesiologistas
DATA
05/11/2018 12:00:31
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SRCOM: Hospitais do Centro precisam de mais de 100 anestesiologistas

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) alertou que são necessários “mais de 100 anestesiologistas” nos hospitais da região Centro, exigindo uma rápida intervenção do Ministério da Saúde.

“Nas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) da região Centro faltam mais de 100 médicos anestesiologistas para cumprir tempos operatórios, consultas de anestesia, consultas de dor crónica ou de analgesias de parto, escala em unidades de cuidados pós-anestésicos ou serviços de cuidados intensivos, entre outras atividades”, denuncia a SRCOM em comunicado enviado à agência Lusa.

De acordo com a nota, “o rácio de anestesiologistas da região Centro é de 10 por 100.000 habitantes, bem abaixo da média nacional de 12 anestesiologistas por 100.000 habitantes, e ao nível do que se regista, por exemplo, nos Açores, demonstrando uma preocupante assimetria na distribuição destes profissionais”.

A SRCOM reuniu os diretores de serviço de anestesiologia das unidades hospitalares da região, incluindo o Instituto Português de Oncologia, para identificar as necessidades conhecidas através do Censos de Anestesiologia 2017 elaborado pelo Colégio de Anestesiologia da Ordem dos Médicos.

"Estamos a enfrentar graves dificuldades nos hospitais da região Centro, face ao défice acentuado de anestesiologistas. Há hospitais que têm de cancelar até um terço das cirurgias programadas ou que simplesmente não as conseguem marcar por falta de anestesiologistas. A situação é muito grave. Há até relatos de falta de anestesistas para assegurar os serviços de urgência", denunciou o presidente da SRCOM, Carlos Cortes.

Segundo Carlos Cortes, “os anestesiologistas sentem de forma muito particular as falhas do SNS, uma vez que têm cada vez mais competências e desafios, quer na prestação de cuidados para cumprir tempos operatórios, seja na realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica, nos partos, na emergência pré e intra-hospitalar, dor aguda, dor crónica, entre outros”.

Para o responsável, estes profissionais “são uma peça central do SNS”, sendo que “sem anestesiologistas cancelam-se tempos operatórios, não se asseguram escalas em unidades diferenciadas nem se asseguram consultas”.

Desta forma, Carlos Cortes considera que “é urgente o Ministério da Saúde resolver este problema que já é do conhecimento da ministra da Saúde”.

“Para além deste problema, as condições de trabalho e de prestação de cuidados degradam-se a cada dia, com instalações ultrapassadas e falta de espaço para desenvolver a atividade em vários serviços. Cabe ao Ministério da Saúde solucionar urgentemente estes problemas que provocam cada vez mais dificuldades aos doentes e aos próprios profissionais", concluiu.

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