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OE 2019: Ministra garante abertura de 40 USF até ao final da legislatura
DATA
07/11/2018 12:05:03
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OE 2019: Ministra garante abertura de 40 USF até ao final da legislatura

A ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu que vão abrir 40 Unidades de Saúde (USF) até ao final da legislatura, com o objetivo de aliviar a pressão sobre os cuidados hospitalares.

“O que procuramos é que o nosso sistema esteja cada vez mais estruturado em torno dos cuidados de saúde primários, de forma a que a pressão sobre os cuidados hospitalares, onde há mais constrangimentos em termos de resultados dos tempos de espera, sejam aliviados”, disse Marta Temido durante o debate da proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2019.

Atualmente, existem 60 USF em funcionamento, mas até ao final do ano serão criadas mais 20 USF. No próximo ano vão nascer mais 20, ultrapassando assim “ligeiramente aquilo que é a meta do programa do Governo”, destacou a ministra.

Embora a falta de médicos de família nos cuidados de saúde primários (CSP) continue a ser uma preocupação, Marta Temido lembrou que a tutela conseguiu “passar de mais de um milhão de portugueses sem médico de família para cerca de 580 mil”.

No final do ano, a responsável pela pasta da Saúde espera que a cobertura de portugueses com médico de família seja de 94 ou 96%, dependendo do número de aposentações.

De acordo com a nota explicativa do OE 2019, está previsto “um aumento da atividade assistencial nos CSP, transversal a todas as tipologias, com particular destaque para o crescimento de 1,5% nas consultas médicas”.

É também esperado um aumento da atividade programada que permita responder à procura crescente de resposta do SNS, com respeito pela atualização registada nos TMRG, nomeadamente em termos de consultas hospitalares, que se prevê que aumentem 0,8%.

As primeiras consultas hospitalares deverão crescer 2,3%, bem como a atividade cirúrgica programada, em que se prevê um crescimento de 1,5% (incluindo o aumento da cirurgia de ambulatório em 2,1%).

O documento prevê, ainda, a redução da atividade de urgência (-0,9%) e da atividade de internamento, nomeadamente dos internamentos médicos evitáveis, associados a patologias que podem e devem ser prevenidas ou tratadas ao nível dos CSP

Durante o debate do OE, os deputados levantaram também a questão do rastreio do cancro do colo do útero e da mama, com a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, a defender a importância de harmonização.

“Além do aumento da cobertura geográfica, que é extremamente importante, é igualmente importante a harmonização destes rastreios oncológicos”, afirmou Raquel Duarte.

Segundo a secretária de Estado, “o que se prevê no final de 2018 e 2019 é a harmonização nacional destes rastreios de modo a que hajam critérios uniformes de rastreio em todas as Administrações Regionais de Saúde e, sobretudo, uma monitorização destes rastreios”.

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