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DGS: Estudo da OCDE sobre superbactérias não reflete realidade portuguesa
DATA
09/11/2018 17:37:19
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Jornal Médico
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DGS: Estudo da OCDE sobre superbactérias não reflete realidade portuguesa

A Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que o estudo da OCDE sobre infeções resistentes a antibióticos não reflete a realidade atual em Portugal, uma vez que entre 2014 e 2017 houve uma redução significativa das resistências a antimicrobianos.

Em comunicado, a DGS argumenta que o estudo, divulgado esta semana, foi realizado com dados anteriores a 2015, algo que no caso português torna penalizadora uma extrapolação ou tendência futura, dado que “não reflete a realidade atual do país” nem os resultados do “Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistências a Antimicrobianos”.

De acordo com o estudo da OCDE, mais de 40 mil pessoas portugueses podem morrer na sequência de infeções por bactérias resistentes a antibióticos até 2050. Estima-se que, anualmente, as superbactérias sejam responsáveis por 1.100 mortes em Portugal.

Segundo os dados divulgados, Portugal exibe dos mais altos resultados de mortalidade no conjunto de mais de 30 países analisados, com 11,3 por 100 mil habitantes, apenas ultrapassada por Itália, com 18,2 e pela Grécia, com 14,8.

Contudo, a DGS garante que estão a ser desenvolvidos grandes esforços nesta área e, inclusive, entre 2014 e 2017 houve uma “redução estatisticamente significativa das resistências” a antimicrobianos.

A autoridade de saúde recorda que a taxa de infeções associadas a cuidados de saúde em hospitais de agudos é de 7,8%, enquanto nos cuidados continuados é de 4%. Em breve, no prazo de dez dias, a DGS irá divulgar os dados relativos a 2017.

Saúde Pública

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