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Pé diabético: Podologistas defendem criação de consultas no SNS
DATA
12/11/2018 11:52:24
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Jornal Médico
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Pé diabético: Podologistas defendem criação de consultas no SNS

Os podologistas portugueses mostram-se insatisfeitos com a “falta de apoio” por parte do Governo no tratamento do pé diabético e defendem a criação de consultas de Podologia no Serviço Nacional de Saúde (SNS) como forma de evitar o ainda número elevado de amputações a nível nacional.

Em comunicado a que o Jornal Médico teve acesso, a Associação Portuguesa de Podologia (APP) avança que “o Ministério da Saúde tem subvalorizado a criação de uma consulta multidisciplinar com integração da Podologia nos cuidados de saúde primários (CSP), de forma a evitar as amputações do pé diabético”. O alerta é deixado pela APP em vésperas do Dia Mundial da Diabetes, numa altura em que uma amputação custa ao Estado português 25 mil euros por doente, valor que ascende aos 25 milhões por ano.

A taxa média de amputação do pé diabético em Portugal é de 5,4 por 100 mil habitantes. A zona Norte do país tem uma taxa de 3,4/100 mil habitantes, de acordo com o Observatório Nacional da Diabetes.

“A presença do podologista na consulta do pé diabético especializada na avaliação, orientação e prevenção de patologias do pé, assim como o seu tratamento, permite reduzir inequivocamente esta catástrofe”, afirma a presidente da APP, Manuel Azevedo.

Despesas diretas com a cirurgia, reabilitação do pé e do doente, abstinência laboral e os transportes são os fatores que mais pesam no orçamento da Saúde e da Segurança Social com as amputações dos doentes diabéticos. “Replicar os modelos de boas práticas que têm comprovado a excelência na prevenção de amputações do pé diabético deve ser uma prioridade nas unidades de cuidados primários”, acrescenta Manuel Azevedo Portela.

Dados epidemiológicos demonstram que o pé diabético é responsável pela principal causa de internamento do portador de diabetes. A previsão para o ano de 2025 é de mais de 450 milhões de portadores de diabetes. Destes, pelo menos 25% vão ter algum tipo de comprometimento significativo nos seus pés. Atualmente, estima-se que, mundialmente, ocorram duas amputações por minuto à custa do pé diabético sendo que 85% destas são precedidas por úlceras.

Estima-se que 15% dos doentes diabéticos desenvolvem uma úlcera nos membros inferiores durante os anos de doença e que 85% das amputações têm um historial de úlceras diabéticas. As complicações que ocorrem nos pés destes doentes vão proporcionar uma diminuição da qualidade de vida destes indivíduos e um grande custo aos serviços de saúde.

Saúde Pública

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