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Sarampo: Várias zonas do país com cobertura vacinal de 2.ª dose insuficiente
DATA
05/12/2018 10:43:24
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Sarampo: Várias zonas do país com cobertura vacinal de 2.ª dose insuficiente

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) identificou várias zonas do país onde a cobertura vacinal contra o sarampo aos seis anos é insuficiente, nomeadamente no Algarve.

Após analisar o Programa Nacional de Vacinação em 2017, o CNS concluiu que existem “vários agrupamentos de centros de saúde com cobertura vacinal insuficiente” no que se refere à segunda dose da vacina do sarampo, que deve ser administrada aos 5 anos.

“Este elemento ganha relevância se for tida em conta a intensa atividade epidémica do sarampo na Europa, facto que, nos últimos dois anos, foi responsável por três surtos de sarampo em Portugal”, refere o relatório “Gerações Mais Saudáveis”, citado pela agência Lusa.

A análise à cobertura da segunda e última dose da vacina contra o sarampo, parotidite e rubéola nas crianças nascidas em 2011, que completaram seis anos em 2017, mostra “várias disparidades” entre agrupamentos de centros de saúde (ACES).

“Nenhum dos ACES da região do Algarve regista uma cobertura vacinal superior a 95%, registando o ACES Algarve Central uma cobertura vacinal inferior a 90% (89,4%)”, exemplifica o documento.

De acordo com o documento, alguns agrupamentos das áreas urbanas de Lisboa apresentam uma cobertura da segunda dose da vacina do sarampo abaixo dos 90%, como, por exemplo, o ACES Lisboa Norte, Cascais e Amadora, com “coberturas particularmente baixas”, entre os 85% e os 88%.

“Com coberturas vacinais mais elevadas, mas ainda assim inferiores a 95% contam-se os ACES Lisboa Ocidental/Oeiras (90,2%), Lisboa Central (90,9%), Loures/Odivelas (91,0%), Sintra (93,8%) e Almada/Seixal (94,1%)”, mostra o relatório.

Na região centro, o ACES Pinhal Interior Norte regista uma cobertura vacinal de 91,7% e o ACES Baixo Mondego alcança uma cobertura de 94,2%. Na região Norte, o ACES Braga é o único que regista uma cobertura vacinal ligeiramente inferior a 95%.

“A cobertura vacinal desejável para uma comunidade estar protegida contra o sarampo através da imunidade de grupo é cerca de 95%”, recorda o CNS.

Recorde-se que, atualmente, há dois surtos de sarampo ativos na região de Lisboa e Vale do Tejo, que já infetaram pelo menos 22 pessoas, segundo o último balanço feito pela Direção-Geral da Saúde.

Saúde Pública

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