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CNS: Escolas devem limitar acesso a alimentos menos saudáveis
DATA
05/12/2018 11:12:35
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CNS: Escolas devem limitar acesso a alimentos menos saudáveis

As escolas devem limitar o acesso a alimentos menos saudáveis, recomenda o relatório “Gerações Mais Saudáveis” da autoria do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

“As escolas parecem não conseguir monitorizar eficazmente a oferta de alimentos que é feita nos seus bufetes e cantinas”, lê-se no relatório, citado pela agência Lusa.

Com base nesta conclusão, o CNS recomenda que “o combate à obesidade infantil seja intensificado através de mais medidas de limitação do acesso e publicidade a produtos alimentares não saudáveis, nomeadamente dentro dos estabelecimentos de ensino”.

No documento, hoje divulgado, o CNS dá conta que “a maioria das escolas não cumpre a proporção” estabelecida entre géneros alimentícios a promover a géneros a limitar, que deveria ser de três para um. Citando um estudo realizado em 156 escolas públicas e em cinco privadas a nível nacional, o órgão consultivo do Governo indica que só 1,3% respeitam esta proporcionalidade.

Também as máquinas de venda automática nas escolas “continuam a conter alimentos” que deviam ser limitados e “muitas não são bloqueadas à hora de almoço”.

O relatório refere, ainda, que “o Estado não desenvolveu nenhuma ação concertada que pudesse frenar a oferta de alimentos ricos em açúcar e gorduras saturadas”, apontando a “ausência de políticas reguladoras de publicidade a produtos alimentares nos meios de comunicação”.

O CNS recorda que o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável previa que, até ao final deste ano, fosse publicada legislação para regular o marketing e a publicidade de alimentos dirigidos a crianças.

Segundo o órgão consultivo do Governo, existem alguns projetos positivos de promoção da alimentação saudável, como o regime de fruta escolar, que distribui fruta gratuita pelo menos duas vezes por semana a alunos do 1.º ciclo. Contudo, o relatório assinala que há uma “tendência decrescente” no número de autarquias a promover este tipo de iniciativas.

Na área das fórmulas infantis para lactentes, o CNS frisa que “Portugal não dispõe de legislação suficiente para conter e eliminar a promoção inapropriada de substitutos do leite materno”, sendo que a publicidade a estes produtos “não está regulada”.

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