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APAH: Doentes graves com cirurgias adiadas devido à greve dos enfermeiros
DATA
05/12/2018 12:30:53
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Jornal Médico
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APAH: Doentes graves com cirurgias adiadas devido à greve dos enfermeiros

Há doentes em situações de saúde graves que estão a ver as cirurgias adiadas devido à greve dos enfermeiros, alerta a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH).

“Existem várias situações de doentes que necessitam de forma urgente de uma cirurgia sem que seja contemplada pelos serviços mínimos, que, na prática, consideram doentes oncológicos e os que entram pela porta da urgência”, afirma o presidente da APAH, Alexandre Lourenço, citado pela agência Lusa.

Segundo o responsável, os serviços mínimos decretados para esta greve são serviços mínimos típicos para uma greve de um, dois ou três dias, quando esta paralisação vai durar mais de um mês, decorrendo até ao final de dezembro.

Para Alexandre Lourenço, a situação atual nos hospitais onde decorre há uma semana e meia a greve dos enfermeiros em blocos operatórios é “extremamente grave”.

“Há um conjunto de doentes que se não forem operados vão ter danos claros sobre o seu estado de saúde que não será recuperado no curto ou no longo prazo”, declarou.

Assim sendo, Alexandre Lourenço apela ao Ministério da Saúde para que divulgue aos portugueses as situações de doentes graves com cirurgias adiadas ou que autorize as administrações hospitalares a fazê-lo.

De acordo com os sindicatos da Ordem dos Enfermeiros, a greve em blocos operatórios de cinco hospitais públicos está a levar ao adiamento de cerca de 500 cirurgias por dia. Contudo, Alexandre Lourenço não avança dados concretos da parte dos hospitais, preferindo apenas destacar os “casos graves” que não estão a ser atendidos.

“Já ultrapassámos até uma avaliação do número de cirurgias que estão a ser adiadas. Estamos a falar de casos individuais de doentes que pela gravidade do seu estado de saúde vão ser prejudicados para a vida por este adiamento de cirurgias”, insistiu.

Em nota de conclusão, o responsável da APAH pede ao Ministério da Saúde e aos sindicatos que cheguem a acordo, de forma a terminar a grave, apelando à “sensibilização por casos individuais graves”.

Recorde-se que os enfermeiros dos blocos operatórios do Centro Hospitalar Universitário de S. João (Porto), no Centro Hospitalar Universitário do Porto, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e no Centro Hospitalar de Setúbal estão em greve desde o dia 22 de novembro e admitem prolongar a paralisação até final do ano.

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