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Mais de 150 mil crianças e adolescentes sem médico de família em Portugal
DATA
06/12/2018 10:51:00
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Mais de 150 mil crianças e adolescentes sem médico de família em Portugal

Mais de 150 mil crianças e adolescentes portugueses não têm médico de família atribuído, mesmo depois de ter entrado em vigor uma legislação que estabelece que nenhuma criança deve ficar privada de médico de família.

“Continuam a existir obstáculos à atribuição de médico de família a todos os menores de 18 anos, que são particularmente preocupantes na região de Lisboa e Vale do Tejo, mas também nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira”, informa o relatório “Gerações Mais Saudáveis”, divulgado ontem pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS).

De acordo com os dados auferidos, a 31 de outubro, existiam 153 mil crianças e jovens até aos 18 anos sem médico de família em Portugal, sendo que a região de Lisboa era a que registava maior número, com 110 mil menores sem médico de família.

Em termos percentuais, a Madeira é a região com maior proporção de menores sem médico de família, com uma percentagem de quase 40%, seguindo-se Lisboa, com 16%, os Açores, com 11,8% e o Algarve, com 11,4%.

Contudo, os indicadores das restantes zonas do país são bastante mais positivos, com o Norte a registar apenas 1% de menores sem médico de família, o Centro 1,9% e o Alentejo 3,3%.

“Mais de dois anos após a entrada em vigor da lei que estipula que nenhuma criança devia ficar privada de médico de família, existiam ainda mais de 150 mil crianças sem médico atribuído, sendo mais de 130 mil no continente”, refere o CNS.

Com base nestes valores, o órgão consultivo do Governo recomenda que seja reforçado o acesso aos cuidados de saúde primários para crianças. “É necessário assegurar que todas as crianças têm médico de família atribuído”, sublinha.

O CNS destacou, no entanto, que o alargamento da isenção das taxas moderadoras na prestação de cuidados a menores de 18 anos “foi um importante passo para garantir a universalidade dos cuidados às crianças e jovens em Portugal”, algo que já acontece desde maio de 2015.

Saúde Pública

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