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Estudo: 70% dos cuidados paliativos tem programa de apoio ao luto
DATA
11/12/2018 10:50:00
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Estudo: 70% dos cuidados paliativos tem programa de apoio ao luto

Cerca de 70% das equipas de cuidados paliativos tem um programa de apoio ao luto, contudo apenas uma minoria realiza as atividades previstas, revela o Relatório de Outono do Observatório Português dos Cuidados Paliativos (OPCP).

De acordo com o estudo, “a grande maioria das equipas de cuidados paliativos preocupa-se com o acompanhamento da família/cuidadores na fase de luto, e fá-lo até ao primeiro mês após a morte do doente”.

Do total de 103 equipas de cuidados paliativos (públicos ou privados), existentes a 31 de dezembro de 2017, 76 (73,7%) responderam ao inquérito do OPCP – Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica.

A maioria das equipas (53) dispõe de um programa de acompanhamento no luto, no entanto, 23 não o aplicam. Apenas 60,5% assumem ter um programa protocolado ou formalmente definido, enquanto 15 equipas (19,7%) não têm um protocolo formal e um número idêntico afirma “não sabe ou não se aplica”.

Esta investigação questionou as equipas sobre carta de condolências, visita ao domicílio, consulta, chamada telefónica e/ou consulta de follow-up, tendo algumas acrescentado outras ações como conferência familiar, consulta de grupo ou envio de SMS.

Os profissionais que mais se envolvem neste tipo de atividades são os enfermeiros e os psicólogos. Note-se que do total de equipas com programa de apoio no luto e protocolo formal, apenas seis (7,9%) realizam todas as atividades preconizadas.

A chamada telefónica é a mais frequentemente adotada (84,2%), seguida da consulta de seguimento (57,9%) e da consulta (psicologia) (56,6%). Cada equipa adota, em geral, duas a três destas modalidades.

As equipas que referem não ter programa de apoio no luto e sem protocolo formal, ainda assim praticam algumas atividades isoladas, como carta de condolências e/ou visitas.

O estudo revela, ainda, que mais de metade das equipas (69,7%) não tem um plano interno de prevenção de burnout dos seus profissionais, mas têm um plano de formação contínua (68,4%).

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