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Ministra da Saúde pede às ordens para conterem “excesso verbal”
DATA
11/12/2018 14:57:17
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Ministra da Saúde pede às ordens para conterem “excesso verbal”

A ministra da Saúde, Marta Temido, apelou às ordens profissionais para conterem o “excesso verbal” em relação à greve dos enfermeiros, caso contrário pode “transparecer uma sensação de insegurança”.

A responsável pela pasta da Saúde comentava, assim, as declarações dos bastonários da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, e da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, que recentemente admitiram a possibilidade de alguns doentes poderem morrer na sequência da greve dos enfermeiros dos blocos operatórios. Note-se que até agora já foram adiadas cerca de cinco mil cirurgias programadas.

“Às vezes, na forma como as pessoas se exprimem há um excesso verbal que pode transparecer uma sensação de insegurança que poderá não ser real e que muitas vezes se destina até a causar uma sensação de efeito que certamente não é aquele que as pessoas pretendem, porque ultrapassa aquilo que é o objetivo de uma greve”, disse Marta Temido, à margem da sessão de encerramento das comemorações dos 20 anos da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD).

Para a ministra, o objetivo de uma greve “é a defesa de direitos dos trabalhadores relativamente aos quais poderemos não estar exatamente de acordo sobre a forma de os repor, de os alargar, mas há sobretudo uma serenidade que eu acho que se impõe”

“Às ordens profissionais, às associações públicas profissionais, incubem antes de mais nada salvaguardar os direitos dos utentes e, portanto, tenho a certeza de que se estiverem em causa riscos deontológicos – e em termos deontológicos a primeira obrigação de um profissional de saúde é sempre o seu doente – as ordens profissionais garantirão que os doentes não são colocados em risco”, frisou.

Segundo a ministra, o Ministério da Saúde “está sereno, mas não está impávido, está a trabalhar com quem no terreno resolve os problemas que são os hospitais e os seus conselhos de administração e tenho a certeza de que as ordens profissionais estão a fazer de tudo o que lhes compete para fazer isso mesmo”.

Recorde-se que a greve dos enfermeiros dos blocos operatórios, que deverá terminar no dia 31 de dezembro, decorre no Centro Hospitalar Universitário de São João, no Centro Hospitalar Universitário do Porto, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte e no Centro Hospitalar de Setúbal.

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