Jornal Médico

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DATA
01/05/2016 16:38:22
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Jornal Médico
A Fundação Portuguesa de Cardiologia

A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) é uma Instituição de Utilidade Pública, de âmbito nacional, que visa fomentar a prevenção das doenças cardiovas- culares e a promoção da saúde. A FPC foi constituída, por escritura notarial, no já distante dia 7 de Novembro de 1979, tendo como subscritores o Professor Fernan- do de Pádua, o Professor Carlos Ribeiro e o Dr. Pena de Carvalho, ilustres cardiologistas.

A Fundação nasceu de uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, então presidida pelo Professor Fernando de Pádua, que foi o grande mentor do então novo projeto da cardiologia portuguesa.

A FPC vive do trabalho de voluntários e da generosidade de mecenas, particulares e empresas, uma vez que sempre optou por não ter atividades comerciais ou de- pendências políticas, podendo-se afirmar com privilégio de depender apenas da generosidade do povo português. Hoje, a FPC está estabelecida em todo o país, com de- legações e núcleos implantados no continente e nas regiões autónomas, com equipas de profissionais de saúde e personalidades não médicas de relevo da sociedade portuguesa, a trabalhar lado a lado em plano de igualdade.

O seu trabalho benévolo conjunto conseguiu, ao longo de mais de duas décadas, conquistar o reconhecimento e a generosidade da população portuguesa, o que certamente foi tido em conta, tanto pela Presidência da República como pelo Ministério da Saúde, ao concederem recentemente as mais altas distinções oficiais à Fundação.

Tal foi possível graças ao trabalho de continuidade das diferentes direções da FPC dirigidas sucessivamente pelo Prof. Doutor Fernando de Pádua, Prof. Doutor Salomão Sequerra Amram e por mim. Tenho tido o privilégio de contar com as importantes contribuições da delegação Norte, Centro, Madeira e Algarve, e de im- portantes Núcleos espalhados por todo o País, dirigidos respetivamente pelo Prof. Doutor João Lopes Gomes, pelo Prof. Doutor Polybio Serra e Silva, pelo Dr. Alma- da Cardoso, pelo Prof. Doutor José Coucello e por uma plêiade de ilustres cardiologistas.

Entre as atividades da Fundação destacam-se:

  • O tradicional Mês de Maio ou do Coração, de âmbi- to nacional, que goza de grande recetividade e reconhecimento da parte da população portuguesa;
  • As semanas e os dias do coração, que decorrem ao longo do ano, em vários municípios de todo o País, mantêm a Fundação em atividade permanente;
  • Os projetos de intervenção comunitária, como o Projeto Coração Feliz, em conjunto com a APMGF, que procura ajudar a promover a saúde cardiovascular dos utentes e suas famílias nos centros de saúde;
  • O Clube Rei Coração, que tem como objetivo apoiar todos os indivíduos que já tiveram complicações cardiovasculares, bem como as suas famílias;
  • A Escolha Saudável, programa que procura ajudar o consumidor a escolher alimentos mais saudáveis, e que conta com o apoio de um conselho científico multidisciplinar;
  • O “Children and Obesity and other Avoidable Chronic Diseases”, programa em curso da European Heart Network (Federação das Fundações Europeias de Cardiologia) e que beneficia do apoio financeiro da Comissão Europeia;
  • A comemoração do Dia Mundial do Coração, por de- legação da Federação Mundial de Cardiologia;
  • As ações de formação destinadas à população, nomeadamente através de cursos de alimentação saudável, de suporte básico de vida, de estilos de vida saudável, etc., bem como de cursos de formação para cozinheiros e gestores de refeitórios.

À luz dos conhecimentos científicos atuais é cada vez mais fácil alertar o Governo, o pessoal de saúde e a comunidade em geral da importância da prevenção cardiovascular. Gastar dinheiro em prevenção é cada vez mais percebido não como uma despe- sa mas antes como um investimento alta- mente rentável.

Um dos objetivos da Fundação é o de ajudar a criar um clima conducente à prevenção, quer junto da opinião pública, quer junto dos governantes. Este é um dos caminhos pelo qual o SNS deverá enveredar, não só para evitar o sofrimento humano causado pela doença, como para reduzir os custos crescentes das novas tecnologias que desequilibram o orçamento da saúde. Por outro lado, é indiscutível que é cada vez gasto mais dinheiro para tratar doenças evitáveis, o que coloca problemas éticos e económicos muito complexos à nossa sociedade.

Segundo a OMS, cada indivíduo deve participar nas decisões que lhe dizem respeito, torando-se responsável pela sua própria saúde. Face à situação atual, a FPC apela a que todos loquem a sua saúde, nas prioridades da sua da pessoal, adotando estilos de vida saudá- Só deste modo será possível alcançar o portante objetivo de melhorar a saúde e qualiade de vida dos nossos concidadãos.

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