Jornal Médico

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DATA
31/10/2016 16:46:00
AUTOR
Prof. Doutor Manuel Carrageta - Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia
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"Ocorrem cerca de 35 mil mortes por ano"

De acordo com o Prof. Doutor Manuel Carrageta, Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, “ocorrem cerca de 35 mil mortes por ano dos quais cerca   de 18 mil por AVC,  9 mil por enfarte do miocárdio e  o restante devido a situações de insuficiência cardíaca e fibrilhação auricular”, evidenciando a necessidade de mudança.

"A  mudança  depende  de  um  conjunto  de  forças. A Fundação considera que existem dois grandes problemas: por um lado, o consumo do sal, que felizmente está a ser abordado de uma forma bastante positiva, o que saúdo, e por outro lado, a questão da obesidade infantil e do envelhecimento da população e com ela o envelhecimento das nossas artérias”, defendeu.

Houve, nos últimos 100 anos um aumento de situações de obesidade infantil, fruto de muito sedentarismo. "Há umas décadas, havia um aluno com excesso de peso nas turmas portuguesas. Hoje em dia, encontramos cerca de um terço ou até metade. O aumento da idade vai gerar um conjunto de fatores de risco, como a diabetes, a hipertensão arterial, problemas nas articulações, etc.. Há um forte consumo de fast food, de refrigerantes, etc., além de problemas nas articulações, etc.", apontou sublinhando que "o papel da Fundação tem sido, ao longo dos anos, esclarecer e sensibilizar a sociedade, alertar as autoridades competentes, para a importância da nossa dieta mediterrânica. A dieta mediterrânica está no centro do programa de saúde pública. A Fundação tem duas reuniões científicas por ano e tem sido abordado. Somos parte integrante da Comissão de Acompanhamento da Dieta Mediterrânica, chamamos cá cientistas de outros países. Mantemos firme a nossa opinião acerca da dieta mediterrânica".

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