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“As pessoas que têm o coração ao pé da boca devem descê-lo para junto ao peito, do lado esquerdo!”
DATA
24/05/2017 14:52:14
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“As pessoas que têm o coração ao pé da boca devem descê-lo para junto ao peito, do lado esquerdo!”

Não é conhecido pelos seus hábitos saudáveis, mas já pôs muitos portugueses perspicazes a fazer exercício graças às gargalhadas que a espaços (muito curtos) provoca.

Acaba de completar 43 anos, uma era iniciada em Mafamude e, até ver, mantém a resposta na ponta da língua. O apresentador de televisão e rádio Fernando Alvim é embaixador da edição deste ano do “Maio mês do coração” e será o DJ convidado para um tarde animada com música, dança e conversas sobre o coração.

 

Jornal Médico Grande Público | Nasceste no longínquo ano de 1974. Nessa altura, ter aulas de Educação Física era um dia de sorte ou de azar?
Fernando Alvim (FA) | Era um dia de sorte porque queríamos ver as nossas colegas em calções, muitas vezes, pela primeira vez. Nessa altura, qualquer miúdo que pensava em ir às aulas queria ver miúdas de calções. Só mais perto da idade adulto começarmos a dar importância ao bikini.

 

JMGP | O desporto é mais interessante na televisão ou ao vivo?
FA | Na televisão. Ao vivo cansa imenso. Vou ser honesto, os melhores golos que eu marquei, os melhores lances do qual eu fui protagonista, foram justamente da bancada

 

JMGP | Tens algum tipo de preocupação com o teu corpo (controlo do peso, bem-estar físico e emocional)?
FA | Vamos cá ver, eu controlo o peso, o peso é que não me controla a mim. De resto, jogo à bola uma vez por semana, vou ao ginásio tipo uma vez por semana, faço amor uma vez por semana e vejo o Dr. Phil uma vez por semana. E também respondo a entrevistas uma vez por semana.

 

JMGP | Que tipo de cuidados tens com a alimentação?
FA | Evito doces, carnes vermelhas e pessoas com desequilíbrios, estas últimas não para comer visto não ser praticante de canibalismo, mas porque me podem vir a fazer cometer erros alimentares ao afetarem o meu sistema nervoso.

 

JMGP | Alguma vez praticaste algum tipo de desporto? Porquê? (Abdominais em consequência do riso não contam…)
FA | Respeito: hóquei em patins e futebol. Em ambos os casos, uma estrela. Infelizmente fui deixado, em muitas ocasiões – de forma vil e injusta –,  no banco de suplentes pela falta de visão e de rigor tático de sucessivos treinadores.

 

JMGP | Como é que vês a crescente preocupação que as pessoas têm com a alimentação e a necessidade de se manterem ativas, independentemente da faixa etária?
FA | Acho muito bem. Sempre é melhor do que estarem preocupadas se o Brad Pitt vai ou não voltar para a Angelina Jolie. As pessoas ainda assim estão diferentes, acabou-se essa coisa das dietas de verão: do mesmo modo que o Algarve já não quer ser sazonal, as dietas e os cuidados alimentares também deixaram de o ser. Percebe-se agora que isto é para a vida toda, que não é assim tanta como se julga. Exceto eu, que fui abençoado com a imortalidade. Mas para as outras, e muitas delas estarão a ler isto, para essas é claro que vai haver um momento em que se apagará a luz e se ouve o hino.

 

JMGP | Sabemos que te associaste à Fundação Portuguesa de Cardiologia nesta edição do “Maio, mês do coração”. A idade faz-te pensar mais sobre estas questões?
FA | Faz, até porque maio foi o mês em que o meu coração bateu mais: o meu clube ganhou o ambicionado tetra, o Salvador Sobral venceu o Festival da Eurovisão, o Papa Francisco veio a Portugal e eu fiz anos pela quadragésima terceira vez. Foram emoções muito fortes e o meu coração bateu.

 

JMGP | Tendo em conta a tua experiência, que conselhos deixas aos nossos leitores sobre o que consideras que não devem fazer?
FA | Não devem descuidar o coração e nunca deixem de ouvir. As pessoas que têm o coração ao pé da boca devem desde já saber que precisam de o fazer descer para junto ao peito, do lado esquerdo.

 

JMGP | Quais são os teus projetos para o futuro?
FA | Para além de querer salvar o mundo, vou organizar a regata de barquinhos a remos no Campo Grande, continuar a fazer rádio, televisão e um sem número de coisas que fazem bem ao coração. Aliás, gosto de pessoas com coração porque na verdade são elas as primeiras a cuidar e a preocupar-se não só com o seu, mas sobretudo com o coração dos outros. Não é verdade? Pois é, pois é.

 

 

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