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#WinForMeningitis - Missão: criar um mundo livre de meningite
DATA
06/02/2017 10:00:00
AUTOR
Jornal Médico
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#WinForMeningitis - Missão: criar um mundo livre de meningite

Informar os pais sobre os vários tipos de meningite e ajudá-los a proteger os seus filhos, passar a mensagem das vantagens inerentes à prevenção/vacinação e trabalhar no sentido de tornar o mundo livre desta infeção são os grandes objetivos da campanha #WinForMeningitis, a decorrer desde abril, com o apoio da GlaxoSmithKline (GSK) e o envolvimento de atletas sobreviventes da doença.

O que fazem atletas paralímpicos numa sessão de fotos com recém-nascidos da mundialmente conhecida fotógrafa Anne Geddes? E se lhe disser que esses atletas são sobreviventes – com maior ou menor grau de sequelas – de meningite? Consegue adivinhar?

Nós explicamos: no âmbito da campanha #WinForMeningitis – a decorrer desde abril deste ano, com o apoio da farmacêutica GSK – paralímpicos de todo o mundo deixam-se captar pela lente da famosa fotógrafa. Também conhecida pelo seu papel como ativista da saúde infantil, Anne Geddes criou, para esta iniciativa, uma “nova estória visual”, que visa um contraste entre a “força” dos atletas paralímpicos sobreviventes de meningite e a “vulnerabilidade” dos recém-nascidos.

A #WinForMeningitis tem como principal missão alertar os pais para as consequências da meningite, bem como ajudá-los a perceber como podem proteger a nova geração – a dos seus filhos – contra esta patologia. Informar sobre as vantagens inerentes à prevenção contra a meningite, alargar o acesso à vacinação e criar um mundo livre desta infeção são os outros dois grandes objetivos desta campanha global.

Portugal está representado nesta cam­panha internacional pela mão de Lenine Cunha, o atleta paralímpico mais meda­lhado do mundo, com 183 medalhas no seu palmarés

Neste sentido, a GSK tem vindo a trabalhar com a Confederation of Meningitis Organisations (CoMO), cujos membros da sua rede global de ativistas para a prevenção da doença meningocócica têm vindo a contribuir para o esforço coordenado com vista ao aumento da consciência sobre este problema no Dia Mundial da Meningite, que se assinala a 24 de abril.

 

Rostos da campanha

Jamie Schanbaum e Aaron Phipps são dois dos inspiradores atletas paralímpicos ativistas desta causa, que dão a cara pela #WinForMeningitis.

Aos 20 anos, Jamie definiu a sua missão. Para isso, a atleta paraolímpica norte-americana teve de mudar a forma como até então encarara a sua doença e respetivas sequelas, deixando de se questionar com um “Porque é que isto me aconteceu?” e passando a perguntar-se “Porque é que isto tem que continuar a acontecer?”. Medalhada com Ouro na modalidade de ciclismo, Jamie conseguiu um feito notável também fora da competição: fez aprovar o The Jamie Schanbaum Act, que assegura que todos os estudantes universitários do estado do Texas são vacinados contra quatro dos cinco grupos da doença meningocócica.

Por sua vez, o antigo jogador de rugby em cadeira de rodas britânico, Aaron Phipps, decidiu que não se ia deixar vencer pela meningite C que, aos 15 anos (em 1999) – apenas 10 meses antes da introdução da vacina contra esta doença no Reino Unido – lhe fez perder ambas as pernas. Assim, e depois de duas maratonas, Aaron tornou-se, em maio deste ano, a primeira pessoa em cadeira de rodas a subir ao Monte Kilimanjaro.

 

Portugal dá exemplo de força e determinação

Portugal está representado nesta campanha internacional pela mão de Lenine Cunha, o atleta paralímpico mais medalhado do mundo, com 183 medalhas no seu palmarés (ver entrevista - págs. 10 e 11). O sobrevivente de meningite foi fotografado em Nova Iorque por Geddes e, desde então, tem tido uma forte presença nas redes sociais, partilhando a sua experiência pessoal e o seu exemplo de força e determinação, com vista à sensibilização de todos, sobretudo dos mais jovens, para esta realidade.

 

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