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quarta-feira, 28 dezembro 2016 15:02

Histerectomias por miomas uterinos diminuem 39% em 15 anos

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Mioma Uterino
Dados apresentados na 184.ª reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) revelam que, na última década, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) registou uma redução de 15% no número de histerectomias no tratamento de miomas uterinos.

Fernanda Águas, Presidente da SPG, justifica o decréscimo do recurso a estas cirurgias no tratamento de miomas uterinos, referindo que “a classe médica tem acompanhado a evolução farmacológica e utilizado, cada vez mais, as diferentes opções de tratamento médico com objetivo de controlar as hemorragias uterinas anormais associadas aos miomas uterinos. Por outro lado têm surgido, de forma inovadora, novas opções medicamentosas que permitem nalguns casos evitar a histerectomia ou facilitar a realização de uma intervenção cirúrgica menos invasiva que conserve o útero da mulher”. Fernanda Águas acrescenta que “as mulheres são cada vez mais associadas a todas as decisões de modo a que possam optar pela terapêutica que vá de encontro às suas expectativas. O facto de, na nossa sociedade se assistir ao adiamento da maternidade, por vezes até à 4º década da vida, preconiza  que se possam oferecer outras alternativas no tratamento dos miomas, tais como um tratamento cirúrgico conservador ou apenas tratamento médico”.

No global, a idade média das mulheres submetidas a histerectomias no CHUC aumentou (de 52 para 55 anos), sendo mais frequente nas mulheres pós-menopáusicas (de 31 para 44% das mulheres), o que revela uma atuação mais conservadora por parte dos especialistas junto das mulheres mais novas.

As histerectomias são cirurgias que consistem na remoção do útero do que resulta a ausência de menstruação e a incapacidade de engravidar. Só em 2014, os miomas uterinos foram responsáveis pela realização de 3.325 histerectomias nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), acarretando um custo superior a 2.600€ por ato cirúrgico.

Os miomas uterinos afetam cerca de 2 milhões de mulheres em Portugal e, quando sintomáticos, causam dor, hemorragias e degradam a qualidade de vida da mulher, são a principal causa de recurso a histerectomias.

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segunda-feira, 07 março 2016 15:41

Histerectomias baixaram 23,8 por cento na última década

Daniel Pereira Silva

O número de histerectomias (retirada do útero) em Portugal baixou 23,8 por cento na última década, em parte por solicitação das mulheres que querem preservar o seu corpo intacto e devido a uma maior sensibilização da classe médica.

De acordo com o presidente da Federação das Sociedades de Obstetrícia e Ginecologia, Daniel Pereira da Silva, que falava durante um encontro com jornalistas sobre a “Saúde da Mulher”, em 2004 foram realizadas 12.046 histerectomias e 9.294 em 2014.

“Cada vez mais mulheres têm consciência e defendem a integridade do seu corpo”, disse o médico, que dirigiu o serviço do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra.

Por outro lado, também se regista uma “maior sensibilidade da classe médica” para a preservação do útero, optando os clínicos por outras soluções, nomeadamente medicamentosas.

“Estamos mais conservadores, principalmente ao nível dos miomas que, no passado, resultavam em histerectomias”, adiantou.

A título de exemplo, Daniel Pereira da Silva referiu que o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) realizou, em 2004, 916 histerectomias e, dez anos depois, esse número baixou para as 655.

Os miomas justificaram 530 destas intervenções (em 2004) e 233 em 2014.

As histerectomias aumentaram por razões oncológicas, passando de 63 em 2004 para 78 em 2014 e devido a prolapso urogenital (de 124 para 154).

Em relação aos miomas uterinos – que atingem cerca de dois milhões de mulheres em Portugal, a maioria dos quais assintomáticos e, por isso, sem necessitar de intervenção – os tratamentos passam pela terapêutica com agonistas GnRH ou pelo acetato de ulipristal, substância que tem reduzido o tamanho dos miomas.

Este fármaco é comparticipado a 37% pelo Serviço Nacional da Saúde (SNS), sendo gratuito nos hospitais públicos.

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gedeonrichter
A Gedeon Richter anunciou que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aceitou o pedido de registo do pegfilgrastim, biossimilar do Neulasta.

O biossimilar pegfilgrastim foi desenvolvido pela Gedeon Richter porém, no âmbito de um acordo de licença e distribuição assinado entre a farmacêutica multinacional e os laboratórios STADA, o medicamente será lançado sob as marcas de ambas as empresas e comercializado na Europa (com exceção da Rússia), após expirar a patente do produto original.

Pegfilgrastim é um medicamento utilizado para reduzir o risco de infeções associadas ao baixo número de neutrófilos nos doentes concológicos tratados com quimioterapia e o objetivo da Gedeon é obter aprovação para as mesmas indicações que tem o produto de referência.

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quarta-feira, 03 junho 2015 12:20

XIII Congresso Português Ginecologia

calendário

Data: 4 a 6 de Junho

Local: Hotel Solverde, Espinho

A Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) realiza a 13.ª edição do Congresso Português de Ginecologia, de 4 a 6 de Junho. O encontro nacional de especialistas na área de Ginecologia tem lugar no Hotel Solverde, em Espinho e será presidido pela Dra. Fernanda Águas.

Em 2015 a SPG comemora 40 anos de existência e o congresso coincide com a eleição dos novos órgãos sociais para o próximo triénio. Durante o Congresso serão abordados e discutidos temas da maior actualidade dentro das variadas áreas de interesse da especialidade. O evento conta com palestrantes nacionais e internacionais que conduzirão o debate e a troca de ideias.

Descarregue aqui o programa científico do encontro.

O cartaz pode ser visualizado aqui.

Mais informações no website do congresso.

Secretariado:
Gedeon Richter
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www.admedic.pt

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Curso ginecologia

Existem, actualmente, técnicas inovadoras na área da cirurgia ginecológica realizadas de forma minimamente invasiva que trazem inúmeras vantagens para a mulher. Estas técnicas exigem grande treino por parte do cirurgião, que não pode ser realizado em humanos – têm de ser treinadas em modelos inanimados, segundo programas de treino específicos e certificados e em modelos animais, como a ovelha, dado que o aparelho reprodutor é aproximado ao da mulher.

Dado que o Hospital CUF Porto é a primeira instituição portuguesa creditada pela Academia Europeia de Cirurgia Ginecológica para o treino e certificação neste tipo de cirurgia, organiza, nos próximos dias 15 e 16 de Maio, com o apoio da Gedeon Richter Portugal, multinacional farmacêutica que se dedica à saúde da mulher, onde se destaca o tratamento inovador de miomas uterinos, o Curso Avançado em Cirurgia Endoscópica Ginecológica, com o intuito de mais 100 cirurgiões nacionais poderem obter o certificado europeu.

Para além dos treinos em modelos inanimados e em ovelhas, haverá ainda lugar à discussão de vídeos de cirurgias de casos reais, pelos próprios cirurgiões, que vêm de toda a Europa, entre os quais se inclui o presidente da Sociedade Europeia e da Academia Europeia de Cirurgia Ginecológica.

A retirada do útero por laparoscopia, a extracção de miomas e a cirurgia de endometriose são algumas das cirurgias em análise e discussão. Durante o curso será transmitida em directo uma intervenção a partir do Bloco Operatório do Hospital CUF Porto, de uma jovem vítima de uma endometriose grave. A endometriose afecta cerca de 20% das mulheres em idade reprodutiva; é uma doença muito frequente em mulheres jovens e que compromete o futuro reprodutivo da mulher.

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quarta-feira, 04 março 2015 16:28

Acordo de colaboração na área da saúde da mulher

gedeonrichter

A Gedeon Richter e a Evestra anunciaram a assinatura de um acordo de colaboração no âmbito do qual a Gedeon vai providenciar um empréstimo convertível de 4,4 milhões de euros à Evestra. Estes fundos vão permitir à companhia norte-americana acelerar o desenvolvimento do seu pipeline de produtos inovadores na área da saúde da mulher, procurando que avancem mais rapidamente até à fase de ensaios clínicos.

Nos termos do acordo, e volvidos três anos, a empresa húngara pode decidir se o empréstimo é para reembolsar, incluindo os juros vencidos, ou se é para converter numa participação no capital na Evestra.

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Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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