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Um novo gel microbicida apresentado hoje em Madrid permite prevenir com eficácia a transmissão do vírus do VIH/Sida durante relações sexuais, se for aplicado oito horas antes do acto sexual.

Ángeles Muñoz, a chefe de secção do laboratório de Imunobiologia Molecular do hospital Gregorio Marañón, em Madrid, apresentou hoje este gel em conjunto com o professor titular do departamento de Química Inorgânica da Universidade de Alcalá, Javier de la Mata, informou a agência Efe.

O gel tem uma eficácia de protecção do VIH entre 18 e 24 horas, durante as quais se podem manter relações sexuais sem contágio, e o ideal seria aplicá-lo oito horas antes da relação sexual.

O composto baseia-se no dendrímero 2sg-s16, um tipo de partícula microscópica que bloqueia a infecção de células epiteliais e do sistema imunitário por parte do VIH, mas não é espermicida, pelo que os investigadores já advertiram para a possibilidade de causar gravidez.

Muñoz explicou que o gel microbicida demonstrou uma eficácia in vivo de cerca de 85%, mas a eficácia in vitro foi cerca de 100%, em combinação com medicamentos anti-retrovirais.

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Ataque cardíaco

Um estudo liderado por Paula Freitas, investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), revela que a mortalidade por doença cardiovascular aumentou 500% nos doentes portugueses com VIH/sida nos últimos 24 anos.

A mesma investigação, a que a Lusa teve acesso, revela também que a prevalência de mortalidade por doença cerebral também duplicou neste grupo de pacientes.

O trabalho em causa – galardoado com o 3.º lugar do Prémio Janssen Virologia ’14 – avaliou a prevalência das hospitalizações por doença cerebral e doença cardiovascular e respectiva mortalidade em pacientes com VIH /sida, desde 1989.

Os dados foram comparados com os registados em pacientes não-infectados. Paralelamente, a equipa de investigação tentou perceber o impacto da introdução do cART (terapêutica anti-retrovírica combinada), em 1987, nas hospitalizações por patologia cerebral e cardiovascular deste grupo de pacientes.

Segundo a coordenadora do estudo, “a mortalidade associada ao VIH diminuiu drasticamente nos últimos anos. Contudo, estes doentes têm uma prevalência aumentada de alterações metabólicas, nomeadamente, insulinorresistência, diabetes, dislipidemia e também hipertensão arterial, que aumentam o risco de doença cardiovascular”.

Por outro, esclarece a investigadora, “a existência do próprio vírus e o inerente estado de inflamação podem potenciar o risco de doença cerebral e cardiovascular. E factores como o envelhecimento e o facto de a infecção pelo VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) se tornar uma doença crónica, faz com que estes doentes fiquem sujeitos às influências do ambiente mais tempo: sedentarismo, má prática alimentar, tabagismo e envelhecimento, que também estão associados a estas patologias”.

Os autores deste trabalho consideram que o conhecimento destes novos dados pode servir para promover uma intervenção mais precoce, de modo a reduzir o risco de desenvolvimento de doença cerebral e cardiovascular nos doentes infectados pelo VIH/sida.

A endocrinologista Paula Freitas salienta que houve uma mudança de paradigma: “há alguns anos, o objectivo era manter o doente vivo, e, hoje, o objectivo é reduzir o risco de complicações associadas. Assim, o tratamento da dislipidemia, da hipertensão, da diabetes, a promoção da cessação tabágica e de estilos de vida saudáveis provavelmente poderão acrescentar anos de vida com qualidade a estes doentes”.

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virussida

Uma classe de proteína que se encontra em corais das águas australianas impede que o vírus da sida penetre nas células do sistema imunitário humano, revela um estudo apresentado na terça-feira num congresso nos Estados Unidos.

As proteínas em causa, chamadas cnidarinas, existem em corais das águas costeiras do norte australiano, os investigadores dedicaram-se a estas proteínas depois de examinarem milhares de extractos naturais no acervo biológico do Instituto Nacional do Cancro norte-americano.

O coordenador do estudo, Barry O'Keefe, assegurou, na reunião anual de biologia experimental, em San Diego, que estas proteínas bloqueiam a infecção do VIH e "parecem fazê-lo de uma maneira completamente nova".

Os cientistas identificaram e "purificaram" as cnidarinas e provaram a sua actividade contra estirpes do vírus da sida produzidas em laboratório.

Na apresentação do estudo, Barry O'Keefe descreveu como "surpreendentemente potente" a capacidade destas proteínas bloquearam o VIH em concentrações de mil milionésimos de grama, quantidade suficiente para impedir que ocorra o primeiro passo da transmissão do vírus: a penetração do VIH na célula do sistema imunitário, conhecida por célula T. As cnidarinas ligam-se ao vírus e impedem que este se funda com a membrana da célula T, pelo que os cientistas crêem que estas proteínas têm um mecanismo de acção único.

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Laço

Um em cada cinco portugueses inquiridos num estudo para avaliar o conhecimento da população sobre o VIH/Sida consideram que esta infecção se transmite pelo beijo e que atinge sobretudo os homossexuais.

Trinta anos após o primeiro caso de sida em Portugal, o estudo “VIH: 30 Anos, 30 Mitos”, encomendado por um laboratório e realizado por uma empresa de estudos de mercado, revelou que 22 por cento dos inquiridos considera que esta infecção se pode transmitir pelo beijo, o que não é verdade. Essa percentagem sobe para 35 por cento na população com 65 ou mais anos.

O estudo contou com as respostas de 600 pessoas, inquiridas no final do ano passado, das quais 37 por cento considera que “estar infectado com VIH é o mesmo que um diagnóstico de morte prematura”.

Um quinto dos inquiridos acredita que a infecção pelo VIH/Sida pode transmitir-se em piscinas, casas de banho e transportes, o que é falso. Igualmente errada é a ideia de 50 por cento dos inquiridos, para quem “ser picado por um insecto que picou uma pessoa infectada é uma forma de transmissão”.

Outras ideias erradas apontadas pelos inquiridos referem-se ao teste do VIH: 12 por cento pensa que uma empresa pode obrigar os seus funcionários a fazerem este teste, enquanto 51 por cento acredita que uma empresa pode fazer o teste aos seus funcionários sem eles saberem.

Ao nível do tratamento, 66 por cento considera que “o tratamento da infecção pelo VIH/Sida tem muitas contra-indicações e muitos efeitos adversos”, embora “desde o desenvolvimento da terapêutica antiretrovírica combinada que têm vindo a ser desenvolvidos regimes terapêuticos mais efectivos, simples e com melhor perfil de tolerabilidade”.

Sobre as atitudes face ao VIH/Sida, o estudo indica que 70 por cento contaria aos seus amigos se estivesse infectado pelo vírus e que 89 por cento não se importa de cumprimentar uma pessoa infectada pelo VIH. Menos de metade (35 por cento) afirmou não se importar de ter uma relação afectiva com uma pessoa infectada pelo VIH.

O estudo “VIH: 30 Anos, 30 Mitos” vai ser apresentado hoje, numa conferência que decorre no auditório do Diário de Notícias.

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bebé1Uma bebé nascida com o vírus da sida mantém-se sem sinais da infecção 11 meses depois de ter sido submetida a tratamentos com anti-retrovirais. Nascida nos subúrbios de Los Angeles, nos Estados Unidos da América (EUA), em Abril do ano passado, a menina recebeu tratamentos com anti-retrovirais quatro horas depois de ter nascido.

Quase um ano depois, não tem sinais da infecção e os médicos estão optimistas, apesar de não afastarem a possibilidade de o VIH voltar ou estar oculto nos tecidos.

Trata-se do segundo caso de potencial cura, depois de no ano passado ter sido anunciado que um bebé norte-americano após ter recebido tratamentos nas primeiras horas de vida não apresentava sinais da presença do vírus. Agora com três anos, a menina parece estar livre do VIH.

O caso mais recente, hoje apresentado durante uma conferência científica em Boston, é recebido pelos médicos com optimismo, sobretudo pela rapidez do desaparecimento do vírus.

“O que é mais notável em relação a este bebé é a rapidez com que o vírus desapareceu, os testes de ADN estavam negativos quando tinha seis dias e continuaram negativos despois”, afirmou Yvonne Bryson, professora de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, citado pela agência France Presse.

 

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sida - campanhasUm projecto inovador em Portugal vai levar informação sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e desenvolver rastreios, junto das populações migrantes, com o objectivo de diminuir as infecções e fazer um levantamento da sua prevalência nestas comunidades.

Este projecto surge porque a evidência tem mostrado que a população migrante apresenta um risco aumentado de infecção pelo VIH, pelas hepatites C e B e pela sífilis, resultante das condições e das características dos processos migratórios, explicou à Lusa Daniel Simões do Grupo de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida (GAT), uma das associações promotoras.

A natureza do seu estatuto legal, as barreiras linguísticas e culturais, a falta de informação, a exclusão social, assim como um tendencial menor acesso aos serviços de saúde potenciam o isolamento e colocam os imigrantes em maior risco de exposição a infecções sexualmente transmissíveis, acrescentou.

Além do GAT, a Associação para a Prevenção e Desafio à Sida (SER+) e a Associação de Intervenção Comunitária Desenvolvimento Social e de Saúde (AJPAS) são as organizações promotoras do projecto, que vão estar no terreno em três zonas geográficas da Grande Lisboa (Cascais, Lisboa, Amadora, Sintra), a partir de Abril, disse Daniel Simões.

O mês de Março será totalmente dedicado à formação de técnicos e de mediadores comunitários, assim como ao mapeamento das regiões a abranger.

“Vamos promover o rastreio de doenças sexualmente transmissíveis em comunidades migrantes e perceber qual o nível de informação que estas comunidades têm. Simultaneamente vamos ligar as pessoas que necessitem aos serviços de saúde”, adiantou.

Como ponto de partida, as três associações contam com os “contactos que já têm no terreno”: o GAT tem um centro de rastreio na Mouraria, a SER+ já teve uma experiência de rastreio comunitária, e a AJPAS tem experiência de trabalho com comunidades da Amadora e de Sintra.

“Vamos aumentar a nossa área de intervenção, em termos geográficos e em termos de equipa técnica, para distribuir informação nas zonas, divulgar o serviço de rastreio e tentar encaminhar as pessoas para o fazerem”, disse.

Paralelamente, as associações vão tentar fazer parcerias, para que haja rastreios não só nos seus espaços, mas também noutros espaços, como associações de imigrantes.

Quanto a dados sobre a prevalência destas infecções, entre os imigrantes em Portugal, não existem, e esta foi uma das razões de ser do projecto, que pretende assim responder ao desafio levantado pelo programa de prevenção do VIH, no sentido de se obter mais informação actual e aprofundada sobre as prevalências.

“O que se sabe é que as comunidades migrantes oriundas destes países – principalmente África Subsariana, mas também outros países africanos – têm tendência para ser mais facilmente infectados. Além disso, sabe-se que, nas comunidades de risco destes países, há prevalências na ordem dos 50%, designadamente de Hepatite C”.

Este projecto, que é apresentado hoje em Lisboa, foi um dos 14 trabalhos que distinguidos pelo Programa Gilead GÉNESE, em Janeiro, que lhe atribuiu 30 mil euros (dez mil por cada associação) para um ano.

Este valor “não cobre o total do projecto, mas é um bom motor de arranque”, afirmou Daniel Simões, acrescentando que as associações vão continuar a procurar novas fontes de financiamento e de sustentabilidade para poder continuar.

 

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virussidaUma nova vacina contra a sida, que tem estado a ser testada em primatas desde 2013, passou de forma satisfatória os primeiros testes, anunciou o investigador brasileiro que dirigiu a experiência, Edércio Cunha Neto.

“Colocámos à prova a resposta imunitária dos animais e os resultados foram excelentes”, declarou Neto à edição digital do diário Folha de São Paulo.

Segundo outra cientista, Susan Ribeiro, que também participa no projecto, “as respostas” nos primatas “foram muito mais intensas do que foi encontrado nos ratos”.

A vacina está a ser desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com o instituto estatal Butantan.

Em entrevista dada à Efe em Novembro, Neto dissera que as investigações têm como objectivo encontrar um método seguro e eficaz de imunização contra a sida para ser usado em seres humanos.

 

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[caption id="attachment_6205" align="alignleft" width="300"]9jornadasvih No primeiro dia das jornadas estarão em destaque temas como as infecções emergentes e reemergentes, as doenças infecciosas invasivas, a infecção por VIH e os novos tratamentos para a Hepatite C, em conferências e mesas redondas que contam com a participação de vários especialistas nacionais e internacionais[/caption]

A cura funcional da sida, as infecções emergentes e os novos fármacos para o VIH, são alguns dos temas a debater nas 9as Jornadas de Actualização em Doenças Infecciosas do Hospital de Curry Cabral, organizadas pelo Serviço de Doenças Infecciosas desta unidade hospitalar. Decorrerão nos dias 30 e 31 de Janeiro, a partir das 9 horas, na Culturgest e irão reunir cerca de 700 especialistas nacionais e internacionais.

Este encontro bianual de infecciologia, que de acordo com os organizadores “será provavelmente o de maior importância a nível nacional”, tem como objectivo discutir os últimos avanços no diagnóstico e no tratamento das doenças infecciosas e fazer o ponto da situação no País.

No primeiro dia das jornadas estarão em destaque temas como as infecções emergentes e reemergentes, as doenças infecciosas invasivas, a infecção por VIH e os novos tratamentos para a Hepatite C, em conferências e mesas redondas que contam com a participação de vários especialistas nacionais e internacionais.

No segundo dia das Jornadas, que contam com a presença do Ministro da Saúde, Paulo Macedo, Fernando Maltez e António Ramalho de Almeida, infecciologista e pneumologista, respectivamente, apresentarão um livro editado em Portugal sobre história das doenças infecciosas. A tuberculose e a co-infecção VIH/VHC serão os temas científicos que se destacam no programa deste dia de encerramento das jornadas.

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Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.