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[caption id="attachment_5764" align="alignleft" width="300"]poliomielite O último caso da doença registado no país foi o de uma menina de dois anos na região de Bengala, nordeste, a 13 de Janeiro de 2011. EM 2010 tinham sido detectados 43 casos, em 2009 741, em 1991 um total de 6.028 e em 1985 cerca de 150.000[/caption]

A Índia assinala hoje três anos sem registar um caso de poliomielite e em Março a organização Mundial de Saúde (OMS) certificará o país, epicentro da doença até há pouco tempo, como livre da enfermidade.

“Alcançamos este feito devido a esforços consistentes e perseverantes”, disse ao The Times of India R. K. Saboo, um dos fundadores do programa indiano contra a pólio.

O mesmo responsável acrescentou que as gotas de pólio serão substituídas por vacinas de pólio inactiva no próximo ano e nos estados de alto risco.

O último caso da doença registado no país foi o de uma menina de dois anos na região de Bengala, nordeste, a 13 de Janeiro de 2011. EM 2010 tinham sido detectados 43 casos, em 2009 741, em 1991 um total de 6.028 e em 1985 cerca de 150.000.

“É um marco sem precedentes para um país que até 2009 tinha metade dos casos mundiais de pólio”, disse a representantes da OMS na Índia, Nata Menabde, num comunicado na página da Internet da organização.

O sucesso do programa indiano foi conquistado com campanhas massivas de imunização em que foram administradas cerca de 2,3 milhões de vacinas sob a supervisão de 155.000 pessoas, além da vacina oral a 172 milhões de crianças de cinco anos em todo o país.

A Organização Mundial de Saúde declara um país livre de pólio depois de um ano sem que seja registado qualquer caso e considera a doença irradiada após três anos sem infecções.

 

 

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[caption id="attachment_5170" align="alignleft" width="300"]leiteempo “Quando se prepara a fórmula com água a menos de 70 graus, a temperatura não é suficiente para inactivar por completo” os microorganismos nocivos, refere a OMS nas suas orientações, recomendando que as instruções dos fabricantes sejam revistas[/caption]

Os leites em pó para bebés podem conter bactérias nocivas, o que leva a Organização Mundial da Saúde a recomendar que sejam preparados com água a 70 graus e a apelar aos fabricantes para darem esta indicação aos consumidores.

Érica Lopes, enfermeira e organizadora de um seminário sobre preparação e manuseamento de fórmulas em pó para lactentes, considera que este tema é pouco divulgado em Portugal, mesmo entre os profissionais de saúde.

Em Portugal, as autoridades não têm normas sobre este assunto, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) avisa que os processos de fabrico dos leites em pó não são estéreis, podendo estas ficar contaminadas com duas bactérias: Enterobacter sakazakii e Salmonella entérica.

Segundo uma avaliação de risco realizada pela OMS e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), em 2006, os leites em pó nunca devem ser preparados com água a uma temperatura inferior a 70 graus.

Apesar disso, alguns fabricantes indicam, nos rótulos dos seus produtos, que o leite pode ser preparado com água a 30 ou a 40 graus.

“Quando se prepara a fórmula com água a menos de 70 graus, a temperatura não é suficiente para inactivar por completo” os microorganismos nocivos, refere a OMS nas suas orientações, recomendando que as instruções dos fabricantes sejam revistas.

Érica Lopes, uma das organizadoras do seminário que hoje decorre em Lisboa, considera que deve haver normas e orientações uniformes e claras para a preparação para as fórmulas de leite, quer em casa, quer em instituições, como creches.

“Como profissional de saúde, tento acompanhar o que diz a OMS e como consumidora quero saber se há riscos. No fundo, queremos dar uma escolha informada ao consumidor”, referiu à agência Lusa a enfermeira e conselheira de amamentação.

Além de discutir o tema, os organizadores pretendem que do seminário saia um grupo multidisciplinar que crie um documento de consenso, propondo boas práticas para a preparação, manuseamento e armazenamento das fórmulas em pó para lactentes.

 

Para evitar conflitos de interesse, a organizadora salienta que não foram aceites para o seminário patrocínios ou apoios de empresas que comercializam substitutos do leite materno ou produtos como tetinas e biberões.

Outro dos organizadores do encontro, Ricardo Assunção, realizou em 2008 um estudo sobre a presença de microorganismos nas fórmulas de leite na região de Lisboa, tendo confirmado a ideia de que estes leites em pó não são produtos estéreis.

Embora nas amostras analisadas tenha encontrado níveis de contaminação muito reduzidos, detectou também a presença de uma bactéria ambiental que já esteve implicada em surtos associados a cuidados intensivos neonatais.

No final do estudo realizado na Universidade Técnica de Lisboa, Ricardo Assunção recomenda que as mães que não possam ou não queiram amamentar sejam alertadas para o facto de as fórmulas infantis em pó não serem estéreis e que determinados agentes podem ser responsáveis por situações graves de doença.

Além disso, é ainda sugerido que se melhore a rotulagem dos produtos e que se desenvolvam directrizes transversais para preparação e uso destes leites em pó.

 

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É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Jornal Médico
É urgente desburocratizar os Cuidados de Saúde Primários

Neste momento os CSP encontram-se sobrecarregados de processos burocráticos inúteis, duplicados, desnecessários, que comprometem a relação médico-doente e que retiram tempo para a atividade assistencial.