Displaying items by tag: Teresa Sustelo

centro hospitalar de lisboa central
Ana Escoval foi nomeada presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, anunciou hoje o Ministério da Saúde.

Ana Escoval, licenciada em economia e doutorada em gestão, substitui Teresa Sustelo, que pôs o lugar à disposição na sequência do caso da morte do jovem de 29 anos na madrugada de 14 de dezembro no Hospital de São José, em Lisboa.

Da equipa de Ana Escoval farão parte Francisco Alvelos de Sousa Matoso, António Ribeiro Nunes, António Murinello de Sousa Guerreiro (diretor clínico) e Armandina do Carmo Antunes (enfermeira-diretora).

O conselho de administração agora nomeado inicia funções na segunda-feira, segundo um comunicado do Ministério da Saúde.

Lusa

Published in Mundo

Adalberto_Campos_Fernandes
O ministro da Saúde disse hoje que não é sensível à “futebolização da política de saúde” e negou que o cirurgião Eduardo Barroso o tenha pressionado na escolha de dirigentes hospitalares.

Segundo notícias divulgadas pela imprensa, Eduardo Barroso terá tentado interferir nas nomeações da equipa dirigente para o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC).

Na audição que hoje decorre na comissão parlamentar de Saúde, Adalberto Campos Fernandes revelou ter convidado o atual administrador do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, Francisco Ramos, para a presidência do conselho de administração do CHLC, convite que foi aceite.

Segundo contou, Francisco Ramos terá tentado compor uma equipa e terá sido em resultado de um dos convites efetuado que a polémica surgiu.

Em causa está a escolha feita por Francisco Ramos para a direção clínica do Centro Hospitalar de Lisboa Central que, segundo a imprensa, terá recaído na anestesiologista Isabel Fragata.

O ministro reconheceu que a equipa que estava ser formada, a manter-se, iria “causar grande perturbação”.

Ao mesmo tempo, Francisco Ramos disse ao ministro da Saúde que teria tido muita dificuldade em “encontrar uma equipa estável”, tendo por isso retirado a sua disponibilidade para o cargo.

Adalberto Campos Fernandes recusou-se a mais comentários sobre Eduardo Barroso, tendo aproveitado para apresentar aos deputados o seu “enorme respeito” pelo cirurgião, que, segundo notícias divulgadas pela comunicação social, terá tentado inviabilizar a escolha da diretora clínica pretendida por Francisco Ramos.

O ministro escolheu entretanto Ana Escoval para substituir a ainda presidente do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Teresa Sustelo, que colocou o seu lugar à disposição na sequência do caso do homem de 29 anos que morreu no Hospital de S. José, na madrugada de 14 de dezembro, com um aneurisma roto.

Lusa/Jornal Médico

Published in Mundo

hospitalsjosé

A presidente do Hospital de São José afirmou hoje ter a certeza de que o médico tomou a decisão correta no caso do jovem de 29 anos que morreu em dezembro com um aneurisma roto.

Na comissão parlamentar de saúde que hoje analisa o caso do jovem David Duarte, Teresa Sustelo insistiu que não se tentou transferir o doente para outra unidade "porque não tinha condições" para o ser, à luz das recomendações internacionais.

"Tenho a certeza de que tomou a decisão certa para o doente", declarou a ainda presidente da administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, que integra o São José.

Confirmando que não foi contactada qualquer outra unidade hospitalar para transferir David Duarte, a responsável acrescentou ainda que o médico não contactou outros profissionais para que a intervenção se realizasse mesmo durante o fim de semana.

Segundo Teresa Sustelo, "em caso de vida ou morte" os profissionais podem ser chamados e não se recusam a comparecer.

"O médico em causa estava absolutamente convencido de que o doente conseguia sobreviver até ter as equipas prontas na segunda-feira", afirmou em declarações aos jornalistas após ser ouvida pelos deputados na comissão parlamentar.

Teresa Sustelo voltou a frisar que as guidelines internacionais indicam que nos casos como o de David Duarte a intervenção pode ser realizada até 72 horas.

A presidente do São José, que colocou o seu lugar à disposição na sequência deste caso, afirmou ainda desconhecer outros casos semelhantes naquela unidade hospitalar, que ao fim de semana não tem equipas completas de neurocirurgia vascular.

Sobre a decisão de não tentar transferir o doente, Teresa Sustelo revelou que, segundo as normas internacionais, casos como o de David Duarte correm um risco acrescido de 24% a 37% ao serem transferidos.

Relativamente à proposta feita pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central para recuperar as equipas de neurocirurgia vascular 24 sobre 24 horas, Teresa Sustelo disse nunca ter tido reservas por parte do Ministério da Saúde, mas reconheceu que a proposta esbarrou no Ministério das Finanças por questões orçamentais.

Lusa

Published in Mundo

Adalberto_Campos_Fernandes
O PS e o PCP aprovaram hoje um requerimento para ouvir o ministro da Saúde e os dirigentes da saúde demissionários na sequência da morte de um jovem com um aneurisma roto no Hospital de São José, em Lisboa.

O requerimento do PCP foi aprovado na Comissão Parlamentar de Saúde, com as abstenções do PSD e do CDS, disse fonte do grupo parlamentar comunista, acrescentando que o Bloco de Esquerda não estava presente.

O requerimento solicitava a audição urgente do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e dos demissionários presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa, Cunha Ribeiro, e presidentes dos conselhos de administração dos centros hospitalares de Lisboa Norte (CHLC), Carlos Martins, e de Lisboa Central (CHLC), que inclui o hospital de São José, Teresa Sustelo.

Em causa está a morte de David Duarte, de 29 anos, que deu entrada no hospital de São José numa sexta-feira a necessitar de “uma intervenção da área da neurocirugia", tendo acabado por não ser "intervencionado porque a equipa especializada neste tipo de intervenção, ao invés de estar ao serviço no hospital, como as boas práticas clínicas assim o exigiram, encontrava-se em situação de prevenção”.

O PCP lamenta que “apesar desta situação ser conhecida das várias entidades” só depois da morte do rapaz e da notoriedade adquirida pelo acontecimento é que os responsáveis “apresentaram a demissão”, tendo também posto o cargo à disposição o “Presidente do Conselho de Administração do centro Hospitalar de Lisboa Norte, que inclui o hospital de Santa Maria, por ter os mesmo problemas e as mesmas limitações”.

Para os comunistas, “esta situação não se desliga do desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde”, da “retração da sua capacidade de resposta”, da “desvalorização dos profissionais de saúde e das suas carreiras”.

O requerimento do grupo parlamentar do PCP foi assim justificado com a “gravidade da situação, que contraria plenamente todo o discurso propagandístico do anterior executivo quanto à capacidade de resposta do SNS,” e com a necessidade de debater as “consequências da política e das opções do anterior executivo”.

Lusa

Published in Mundo

hospitalsjosé
Os presidentes da ARSLVT, do centro Hospitalar de Lisboa Central e do Centro Hospitalar Lisboa Norte demitiram-se ontem (22 de dezembro), na sequência da morte de um homem no Hospital de São José, em Lisboa, por falta de um neurocirurgião.

A demissão dos responsáveis da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Luís Cunha Ribeiro, do Centro Hospitalar Lisboa Central, Teresa Sustelo, e do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Carlos Martins, foi anunciada ontem ao princípio da noite, no Ministério da Saúde, numa comunicação dos três responsáveis sem direito a perguntas dos jornalistas.

O jornal Correio da Manhã noticiou ontem que David Duarte, de 29 anos, foi transferido de urgência para o Hospital de São José, devido a uma hemorragia cerebral resultante de um aneurisma, com indicação para ser operado de imediato, mas não o foi porque aquela unidade hospitalar não tinha um neurocirurgião disponível.

Na comunicação, Luís Cunha Ribeiro adiantou que "foram tomadas medidas" para que situações análogas não voltem a acontecer.

"A partir de agora, foi autorizado que passe a haver resposta para situações deste género. Hoje, doentes em situações semelhantes não terão o mesmo destino do que ocorreu há uma semana", declarou.

Luís Cunha Ribeiro, que lamentou o ocorrido e endereçou condolências à família do jovem que morreu, disse que a ARSLVT solicitou ao conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Central a instauração de um inquérito, o mesmo fazendo junto da Inspeção-Geral da Saúde.

"Enquanto presidente da ARS e com responsabilidade em todos os hospitais [da ARS de Lisboa e Vale do Tejo] acabei de apresentar a minha demissão ao ministro da Saúde", disse a seguir, na curta declaração, explicando que não responderia a perguntas dos jornalistas por o caso estar a ser alvo de um inquérito.

Os presidentes dos centros hospitalares Lisboa Central e Lisboa Norte, que também se demitiram e estavam presentes, não fizeram qualquer declaração.

Cunha Ribeiro lamentou que, "nos últimos anos", não tivesse havido recursos humanos de forma a impedir a morte de pessoas por falta de assistência.

Lusa/Jornal Médico

Published in Mundo

[caption id="attachment_6240" align="alignleft" width="300"]hospitaldetodosossantos Liderada por Vítor Batista de Almeida a equipa conta ainda com três membros efectivos designados pelo Ministério da Saúde: João Carvalho das Neves, presidente da Administração Central do Sistema de Saúde, Luís Cunha Ribeiro, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, e Teresa Sustelo, presidente do Centro Hospitalar de Lisboa Central[/caption]

Já foi nomeada a equipa que vai preparar o estudo e o lançamento do projecto do Hospital de Lisboa Oriental.

De acordo com o Despacho de nomeação, publicado ontem em Diário da República, a equipa será liderada por Vítor Batista de Almeida, ex-presidente do conselho directivo da Administração-Geral Tributária e ex-inspector-geral das Finanças.

A equipa, que tem três membros efectivos designados pelo Ministério da Saúde, deverá avaliar "diferentes alternativas existentes" ao modelo de financiamento proposto de parceria público-privado, bem como os custos para o Estado.

Neste contexto, o grupo deverá aferir a disponibilidade de fundos comunitários, o interesse do Banco Europeu de Investimento e da banca comercial no financiamento do hospital.

Competirá também à equipa actualizar, nomeadamente em termos técnicos, financeiros e jurídicos, "as características e os pressupostos-chave do projecto".

O futuro Hospital de Lisboa Oriental foi planeado para receber serviços dos hospitais de São José, Santa Marta, Curry Cabral, Estefânia, Capuchos, Desterro e da Maternidade Alfredo da Costa, integrados no Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Os membros efectivos da equipa designados pelo Ministério da Saúde são João Carvalho das Neves, presidente da Administração Central do Sistema de Saúde, Luís Cunha Ribeiro, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, e Teresa Sustelo, presidente do Centro Hospitalar de Lisboa Central.

 

 

 

Published in Atualidade
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.