Situação pode estar resolvida nas próximas semanas
DATA
04/04/2008 08:28:45
AUTOR
Jornal Médico
Situação pode estar resolvida nas próximas semanas

Centenas de pessoas do Sardoal assinaram uma petição dirigida à ministra da Saúde protestando contra a ausência de uma médica há cerca de um ano

Segundo se pode ler no comunicado enviado a Ana Jorge, "os transportes públicos existentes nas ligações entre as diversas povoações e Abrantes são escassos, o que obriga as pessoas de parcos rendimentos, muitas vezes, a se auto-negarem o acesso à saúde, até pela incapacidade de acesso a transportes alternativos, sendo que os trabalhadores se arriscam a perder o salário de um dia devido a uma breve consulta de recurso".

Contactado pelo nosso jornal, o director dos centros de saúde de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação, Fernando Siborro, afirma que o problema se tem arrastado porque no cerne da questão está um problema que não é regional, mas nacional: a falta crónica de médicos de família.

No Centro de Saúde do Sardoal trabalhavam três médicos, número suficiente para assegurar as necessidades da população. Todavia, uma doença grave torna impossível o regresso ao trabalho de um dos clínicos. Deste modo, cerca de 1.500 utentes passaram a ter que deslocar-se ao Centro de Saúde de Abrantes, onde são atendidos na consulta de recurso.

Aliás, também ali o problema se faz sentir. Fernando Siborro refere a necessidade de, pelo menos, mais um médico, para a Extensão de Saúde de Alvega. O próprio director continua com uma lista de dois mil utentes, desdobrando-se entre as Extensões de Santa Margarida, Vale de Mós e o CS do Sardoal, sem contar com as funções inerentes à direcção dos quatro centros de saúde. Nesta actividade, que implica constantes deslocações, realiza uma média de 1.500 Km por mês.

Porque compreende bem a situação da população, o médico desloca-se periodicamente ao Centro de Saúde do Sardoal para fazer consultas de Planeamento Familiar, Saúde Materna e Saúde Infantil. Trata-se, no entanto, de uma situação provisória, até porque está em vias de ser encontrada uma solução. Uma médica de família que já anteriormente tinha trabalhado, a contrato, no centro de saúde, disponibilizou-se para voltar. Fernando Siborro estima que a situação possa estar resolvida nas próximas semanas.

Se os jovens Médicos de Família querem permanecer no SNS e se o SNS precisa deles, o que falta?
Editorial | António Luz Pereira
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Nestes últimos dias tem sido notícia o número de vagas que ficaram por preencher, o número de jovens Médicos de Família que não escolheram vaga e o número de utentes que vão permanecer sem médico de família. Há três grandes razões para isto acontecer e que carecem de correção urgente para conseguir cativar os jovens Médicos de Família.

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