CSP em Portugal – Reformar para novos sucessos - 2ª edição com novo capítulo
DATA
16/09/2008 04:24:44
AUTOR
Jornal Médico
CSP em Portugal – Reformar para novos sucessos - 2ª edição com novo capítulo

Revista e aperfeiçoada, a obra apresenta um novo capítulo que analisa, em profundidade, a reforma dos cuidados de saúde primários. O Lançamento será no próximo dia 23 de Setembro, na FNAC do Centro Comercial Colombo, pelas 18H30. A entrada é livre.

 

A segunda edição da obra Cuidados de Saúde em Portugal – Reformar para novos sucessos, agora revista e aperfeiçoada pelos autores, apresenta um novo capítulo que analisa, em profundidade, a reforma dos cuidados de saúde primários. O seu lançamento vai ter lugar, no próximo dia 23 de Setembro, na FNAC do Centro Comercial Colombo, pelas 18H00

 

A primeira edição do livro Cuidados de Saúde Primários em Portugal – Reformar para novos sucessos foi totalmente idealizada antes que a reforma dos cuidados de saúde primários, iniciada em 2005, “fosse mais do que uma vontade”. Teve, de certo modo, um título premonitório, diz André Biscaia, um dos seus autores. Hoje, "pode-se rever o livro com outros olhos e fazer a ponte para a evolução da actual reforma”.Na primeira edição, ao longo de nove capítulos, revisitaram-se os cuidados de saúde primários em Portugal e no mundo, fez-se um balanço, identificaram-se pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades. Nesta nova edição, revista e actualizada, os autores decidiram juntar um décimo capítulo sobre a reforma em curso nos cuidados de saúde primários.Para André Biscaia, um dos autores da obra, “existe uma linha de continuidade e uma coerência entre as várias reformas que foram ocorrendo nos cuidados de saúde primários desde os anos 70, aperfeiçoando, ao longo dos anos, um mesmo conceito de sistema de saúde e um mesmo ideal”. De entre os pontos fortes da reforma, o médico destaca que "o modelo que está a ser implementado faz parte da cultura, quer dos profissionais de saúde, quer dos cidadãos". Por outro lado, os estudos entretanto realizados evidenciam, não só as vantagens económicas, como as melhorias ao nível do acesso e da satisfação de utentes e profissionais.Como pontos fracos, “temos os problemas nas interfaces entre os vários níveis de cuidados e nos sistemas de informação, apesar da evolução muito positiva que se tem registado”.A grande ameaça “é ainda só ter envolvido cerca de 20% dos profissionais e da população, em vésperas de eleições” e de uma eventual mudança política geral. Em contrapartida, “o consenso que se começa a gerar à volta da actual reforma, após uma polarização muito forte das opiniões dos profissionais e dos media, na fase inicial”, é entendido como uma grande oportunidade. André Biscaia defende mesmo que “este modelo poderia ser transposto para a reforma dos hospitais, das escolas, das universidades e até dos tribunais e das esquadras, com sucesso” na medida em que “é um processo que salvaguarda e valoriza a autonomia técnica dos profissionais, liberta a criatividade e o espírito empreendedor, ao mesmo tempo que responsabiliza todas as partes envolvidas e aumenta a transparência do sistema”. 

You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade
Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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No ano de 2021, foram realizadas 36 milhões de consultas médicas nos cuidados de saúde primários, mais 10,7% do que em 2020 e mais 14,2% do que em 2019. Ou seja, aproximadamente, a cada segundo foi realizada uma consulta médica.