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USF Egas Moniz: alargamento de horário causa transtornos
DATA
18/09/2008 07:29:48
AUTOR
Jornal Médico
USF Egas Moniz: alargamento de horário causa transtornos

Os problemas “não têm que ver com os nossos utentes”… Mas a utentes que chegam de outra USF a 50 metros de distância, que não abre aos sábados, bem como do Hospital de São Sebastião (HSS), a cerca de 200 metros... o coordenador da unidade, Mário Canossa Dias

 

Mário Canossa Dias, coordenador da unidade, crê na breve resolução das dificuldades inerentes ao recente alargamento de horário aos sábados de manhã, por via da abertura, no mesmo horário, de outras USF e da melhoria na articulação com o HSS

 

Em Julho passado - o mesmo mês em que passou a modelo B -, a Unidade de Saúde Familiar (USF) Egas Moniz, em Santa Maria da Feira, iniciou o alargamento do horário, aos sábados de manhã, durante quatro horas.

Neste período – em que metade do tempo é ocupada com consulta programada e a outra metade com “doença aguda” – estão a trabalhar um elemento de cada grupo profissional (médico, enfermeiro e administrativo), sendo que ao nível da enfermagem se efectuam cuidados curativos e outras actividades como a vacinação.

Aparentemente, nada faria supor que a novidade encerrasse problemas. Mas encerra…: é certo que “este modelo permite que alguns dos nosso utentes deslocados possam ser atendidos num horário que mais lhes convém, aos sábados de manhã”, refere o coordenador da unidade, Mário Canossa Dias. Até aqui, tudo bem… Os problemas “não têm que ver com os nossos utentes”, esclarece o responsável… Mas a utentes que chegam de outra USF a 50 metros de distância, que não abre aos sábados, bem como do Hospital de São Sebastião (HSS), a cerca de 200 metros de distância da USF Egas Moniz.

Às quintas e sextas-feiras, o HSS dá altas a doentes que, por norma, vão necessitar de cuidados curativos ao sábado. A maior parte destes utentes orientados pelo HSS são de outras USF, explicou ao nosso jornal o coordenador da Egas Moniz, alegando que a sua unidade não tem capacidade para atendê-los, nem aos que chegam de outras USF e extensões do CS encerradas ao fim-de-semana.

Chegaram a verificar-se algumas situações “mais complicadas”, com os doentes a reagirem mal ao facto de não poderem ser atendidos na USF Egas Moniz.

Entretanto, a equipa já entrou em contacto com o HSS, “que nos prometeu não orientar para a nossa USF utentes de outras unidades”, adiantou Mário Canossa Dias.

Para além disso, outras USF deverão, em breve, alargar o seu horário de funcionamento às manhãs de sábado, o que também permitirá atenuar os constrangimentos até aqui sentidos pela equipa da Egas Moniz. 

Quartas-feiras Saudáveis vão recomeçar

 Após uma breve paragem para férias nos meses de Julho, Agosto e Setembro, o projecto Quartas-feiras Saudáveis, iniciado em Abril deste ano, vai voltar à USF Egas Moniz.

Esta iniciativa consiste na realização de pequenas palestras de educação sobre diversos problemas de saúde, a que se segue um período de debate, habitualmente com forte participação dos participantes.

Em Abril, decorreu uma sessão sobre hipertensão arterial especialmente destinada aos hipertensos inscritos na USF e seus familiares. Em Maio e Junho, a temática debatida por alunos das escolas primárias de Santa Maria da Feira foi O Sol é nosso amigo: saiba usá-lo.

Na rentrée, Mário Canossa Dias espera que as Quartas-feiras Saudáveis continuem a despertar o interesse da população para a prevenção em saúde. Assim, em Outubro, a Obesidade estará no centro da discussão e pretende-se que nela participem os obesos com mais de 55 anos da USF Egas Moniz. Em Novembro, será a vez da população diabética da unidade receber informação e conselhos sobre a sua doença.

Ainda em Novembro, os profissionais da USF Egas Moniz vão realizar algumas acções de Educação para a Saúde sobre Tabaco a alunos dos 8º e 9º anos na Escola EB 2,3.

 

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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