Director do CS de Famalicão fica à frente do ACES
DATA
14/01/2009 07:09:19
AUTOR
Jornal Médico
Director do CS de Famalicão fica à frente do ACES

Manuel Paulo da Silva Oliveira, actual director do Centro de Saúde de Vila Nova de Famalicão, assumirá as funções de director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Famalicão

Manuel Paulo da Silva Oliveira, actual director do Centro de Saúde de Vila Nova de Famalicão, assumirá as funções de director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Famalicão. Este é um dos poucos agrupamentos, na Região Norte, que agrega estabelecimentos pertencentes a um só CS. No caso, o CS de Famalicão divide-se por duas unidades centrais (Famalicão I e II) e um total de 14 estruturas para a prestação de cuidados. Em Famalicão já estão em funcionamento, também, quatro unidades de saúde familiar: Famalicão 1, Joane (na freguesia com o mesmo nome), Terras do Ave (em Delães) e São Miguel-o-Anjo (a operar na freguesia de Calendário). As duas últimas foram inauguradas no fecho de 2008 (mais precisamente a 30 de Dezembro).

O agora nomeado director executivo é Chefe de Serviço e fez toda a sua carreira de Clínica Geral em Famalicão. Entre 2000 e 2004 desempenhou funções como director do então CS de Famalicão I, tendo a partir dessa data acumulado a gestão das unidades dos CSP situadas no concelho de Famalicão.

Contactado pelo Médico de Família, Paulo Oliveira mostra-se confiante para enfrentar o novo desafio, facilitado pela maior delegação de competências que o acompanha. A sua principal preocupação está na forma como terá de lidar com a população local e os seus representantes, à medida que o panorama se transforma. "É importante que a população entenda este novo modelo de organização. Sobretudo face à situação que se vive com as extensões. Temos um total 14 unidades de saúde e, obviamente, nem todas poderão permanecer de portas abertas", garante o responsável. De facto, neste universo de estabelecimentos de saúde assiste-se a cenários insustentáveis. Seis extensões funcionam com um só médico e uma sétima com um clínico a tempo parcial. "É essencial que as pessoas entendam estas dificuldades e que os autarcas não façam contra-vapor, para manter a Saúde na sua casa, a qualquer preço. Temos de convencê-los a experimentar a mudança", avança Paulo Oliveira.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos
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No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: