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APMCG e Pfizer distinguem méritos nos CSP
DATA
22/03/2009 05:50:37
AUTOR
Jornal Médico
APMCG e Pfizer distinguem méritos nos CSP

A APMCG e a Pfizer atribuíram, no passado dia 7 de Março, numa cerimónia realizada em Aveiro, as Bolsas de Boas Práticas em Colaboração Multidisciplinar nos CSP. As bolsas distinguiram projectos inovadores planeados durante o ano de 2008, cuja execução contribui para a melhoria de cuidados e para o avanço da reforma em curso nos CSP.

 

A APMCG e a Pfizer atribuíram, no passado dia 7 de Março, numa cerimónia realizada em Aveiro, as Bolsas de Boas Práticas em Colaboração Multidisciplinar nos CSP. As bolsas distinguiram projectos inovadores planeados durante o ano de 2008, cuja execução contribui para a melhoria de cuidados e para o avanço da reforma em curso nos CSP. Dois trabalhos – gizados no CS de Leça da Palmeira e numa farmácia de Espinho – tiveram direito à distinção máxima, enquanto um terceiro projecto, encetado no CS de Seia, recebeu uma menção honrosa. Os três grupos premiados recebem assim, cada um, cinco mil euros para dar largas à inovação

 

Os Laboratórios Pfizer e a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG) retomaram o esforço empreendido no ano passado, aquando da entrega das primeiras Bolsas de Boas Práticas em Colaboração Multidisciplinar nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), iniciativa que visa apoiar projectos que comportam mais-valias evidentes para o quotidiano dos centros de saúde (CS) portugueses.
Assim, o júri decidiu-se pela entrega de duas bolsas e de uma menção honrosa, que equivalem, nos três casos, à entrega de um valor pecuniário de 5 mil euros. Isto porque a Pfizer autorizou – dado o relevante interesse do projecto premiado com a menção honrosa – a atribuição de um terceiro prémio monetário, não previsto inicialmente.
A primeira bolsa foi para o projecto QUAse - Qualidade Sempre, desenvolvido no CS de Leça da Palmeira por uma equipa multidisciplinar constituída por Emília Teixeira e Cristina Pinto (médicas de família), Aida Neto (enfermeira de família) e Arminda Rodrigues (administrativa).
Trata-se de um trabalho que incide sobre seis parâmetros de intervenção prioritários, na medida em que influenciam o risco cardiovascular: dislipidemia, HTA, obesidade, diabetes, tabagismo e saúde do idoso.
Diga-se que o projecto tem raízes no programa de gestão global da qualidade, já desenvolvido no CS de Leça da Palmeira, mas agora com particular enfoque na aplicação de critérios de rastreio, diagnóstico, tratamento e vigilância na área do risco cardiovascular. Sempre com base em normas de orientação clínica suportadas em evidência científica, o projecto vai abranger todas equipas de saúde do CS de Leça de Palmeira. “Já está a decorrer a formação dos profissionais e iniciada a avaliação de dados referentes ao ano de 2007”, realça Emília Teixeira”. Para esta MF, um “projecto como este é imparável e continuará a avançar, mesmo quando terminar a bolsa agora atribuída. O que pretendemos é garantir uma melhoria contínua da qualidade da prática clínica, envolvendo todos os profissionais”.
O outro projecto vencedor (ex-aequo), que mereceu apoio incondicional por parte da APMCG e dos Laboratórios Pfizer, intitula-se De Mãos Dadas Contra o Tabaco. Arquitectada por profissionais da Farmácia Martins Oliveira (Espinho), a iniciativa está orientada para o estímulo da cessação tabágica dos clientes do estabelecimento e dos serviços locais de saúde. O programa tem como objectivo “dar a conhecer aos fumadores a existência de profissionais dispostos e capazes de os ajudar a deixarem de fumar”, num período em que a aplicação da nova Lei do Tabaco entrou em velocidade de cruzeiro. De acordo com os autores do projecto, a lei “pareceu vir cavar um fosso entre os não fumadores, que finalmente se sentiram compreendidos perante os abusos dos fumadores, e estes últimos, que se sentem perseguidos e discriminados”.

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Proposta com valor educativo
Foi ainda atribuída uma menção honrosa – a título extraordinário, o júri considerou-a também merecedora de um prémio de 5 mil euros – ao trabalho Anos Incríveis do Centro de Saúde de Seia. Trata-se de um projecto de intervenção com famílias, cujo objectivo principal é o de contornar problemas que surjam durante o desenvolvimento de crianças com idades compreendidas entre os dois e os oito anos. Para tal, o CS de Seia “propõe-se dinamizar um programa específico de intervenção dos princípios da aprendizagem social, cognitiva e comportamental em famílias”. As intervenções incluem programas de educação parental, aprendizagem da linguagem emocional, auto-estima e autoconfiança e treino de competências de vida.

Qualidade geral das candidaturas foi elevada
As candidaturas para as Bolsas de Boas Práticas em Colaboração Multidisciplinar (edição 2008) envolveram um leque diversificado de temas e o júri recebeu, no total, 14 projectos para análise.
De comum, os projectos apresentavam a característica de serem implementáveis (total ou parcialmente) em CS ou unidades de saúde familiar, através da acção de equipas multidisciplinares.
Segundo Eduardo Mendes, membro do júri que atribuiu as bolsas, “os trabalhos apresentados a concurso revelam boa qualidade”. Na perspectiva do vice-presidente da APMCG, o projecto delineado no CS de Seia merece particular nota, pelo facto de entrar no domínio da “intervenção social, na diminuição do risco junto das crianças e da protecção da infância”.
O dirigente da APMCG salienta ainda a visão demonstrada pelos Laboratórios Pfizer, que permitiu dilatar o apoio planeado através destas bolsas: “tenho de deixar um agradecimento especial à Pfizer, porque encontrou forma de entregar mais uma bolsa, ao projecto por nós distinguido com a menção honrosa. Representa um esforço adicional, no sentido de reconhecer o mérito deste trabalho”.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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