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Mário Moura: “Que venham os ACES... com autonomia financeira!”
DATA
08/04/2009 04:28:21
AUTOR
Jornal Médico
Mário Moura: “Que venham os ACES... com autonomia financeira!”

Como sempre, coube ao presidente honorário da APMCG proferir as palavras de despedida aos participantes no Encontro Nacional. Em ano de mudanças de monta na especialidade e na vida associativa, Mário Moura lembrou os "muitos triunfos" alcançados pela Associação, sob a batuta de Luís Pisco  

Como sempre, coube ao presidente honorário da APMCG proferir as palavras de despedida aos participantes no Encontro Nacional. Em ano de mudanças de monta na especialidade e na vida associativa, Mário Moura lembrou os "muitos triunfos" alcançados pela Associação, sob a batuta de Luís Pisco, entre os quais a "avalanche de doutoramentos e mestrados" em MGF e a "gestação e desenvolvimento de novas formas organizacionais nos CSP e sua adopção pelo Governo"

 

Em vez de crise - financeira, política social e civilizacional -, o presidente honorário da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral (APMCG), Mário Moura, prefere falar em "momento de mudança, de transformação global e de procura de novos paradigmas de vida!".

Assim sendo, propõe: "deixemos pelo caminho os feridos, os corruptos do sistema e todos os que inquinaram a vida nos últimos tempos... Encontremos o caminho, o esforço e a coragem para a reconstrução de uma nova sociedade".

Na cerimónia de encerramento do 26º Encontro Nacional de Clínica Geral (ENCG), Mário Moura lembrou que, muito em particular para os médicos de família (MF), o momento é de mudança e não de crise e que muito embora a reforma dos cuidados de saúde primários tenha apresentado "dificuldades evidentes", também abundam "sinais muito positivos". O presidente honorário da APMCG enumerou alguns destes sinais: "na abertura deste Encontro, a ministra disse gostar da nossa reforma e que esta é para continuar. Prestes a terminar o seu mandato na coordenação da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP), Luís Pisco, diz ter cumprido os objectivos essenciais. Há dias, Constantino Sakellarides referiu-se à reforma dos CSP como um acontecimento extraordinário. Por sua vez, a OMS continua a insistir na importância do desenvolvimento dos CSP para sistemas de saúde de qualidade, utilizando a nossa reforma como um exemplo de boas práticas".

 

Perigos que espreitam...

No entanto, é convicção de Mário Moura que "se a reforma avançou inicialmente a grande velocidade, está agora a encontrar algumas pedras na engrenagem"... Relativamente ao modo como foi implementada a reforma, Mário Moura não tem dúvidas: "este percurso voluntário, com experimentação e ajustamentos constantes é sempre melhor do que qualquer decreto de cima para baixo, sem qualquer coincidência com as realidades locais".

Assim, referiu, "perdeu-se alguma velocidade, porque há obras que é preciso fazer, ou informatização que tarda em funcionar como deve de ser... E então começam a surgir fantasmas - das partidarites, da dificuldade de trabalhar em grupo, dos acomodados, dos velhos do Restelo! - que urge afastar!"

 

Um novo ciclo na APMCG

Para o presidente honorário da APMCG, "todos não somos demais nesta segunda fase da reforma dos CSP, como também não o somos no novo ciclo que se abre na Associação", apesar da força inegável da juventude no futuro da especialidade e da vida associativa.

Enumerando muitos dos veteranos da MGF e da APMCG, Mário Moura recordou os "muitos triunfos" alcançados pela Associação, sob a batuta de Luís Pisco, entre os quais a "avalanche de doutoramentos e mestrados" em MGF e a "gestação e desenvolvimento de novas formas organizacionais nos CSP e sua adopção pelo Governo". E nem faltou o quarto ano do Internato, "pelo qual tanto nos debatemos nos últimos tempos", referiu.

Da futura direcção da APMCG, o clínico, ainda no activo, espera "persistência, capacidade de luta e intervenção, inovação, transparência, unidade e honestidade".

 

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