USF é pólo de formação privilegiado
DATA
08/05/2009 06:24:42
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Jornal Médico
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USF é pólo de formação privilegiado

Dois internos da USF Egas Moniz apontaram as diferenças entre a formação pós graduada num CS convencional e numa USF...

Dois internos de Medicina Geral e Familiar da USF Egas Moniz apontaram as diferenças entre a formação pós graduada num centro de saúde convencional e numa unidade de saúde familiar. Para Luís Silva e Flávia Moreira, a transição para a USF Egas Moniz acarretou grandes mais-valias, tais como "um gabinete próprio" e "a integração efectiva como elemento da equipa profissional"

 

Luís Silva e Flávia Moreira iniciaram o seu Internato em Medicina Geral e Familiar (MGF) a 27 de Março de 2006, na sede do Centro de Saúde (CS) de Santa Maria da Feira. Cerca de um ano depois, transitaram para a USF Egas Moniz, onde passaram a ter um gabinete próprio e foram integrados na equipa.

Mas estas foram apenas algumas das mais-valias percebidas pelos formandos, que sublinham que "a adaptação da USF aos objectivos do Internato é mais natural do que no CS".

De acordo com os internos, a formação pós-graduada numa USF "prepara-nos para o futuro dos cuidados de saúde primários (CSP), onde as unidades de saúde familiar e os agrupamentos de centros de saúde (ACES) vão desempenhar um papel central". Para além disso, apontam os formandos, o Internato na USF Egas Moniz "facilita a obtenção de vários objectivos propostos para a formação, permite a aquisição de competências na organização/gestão de USF, na organização de encontros e sessões de educação para a saúde e de avaliação de qualidade, assim como promove o estabelecimento de relações de cooperação com instituições locais (Câmara Municipal, Universidade Sénior)".

 

Inclusão na equipa e na tomada de decisão

 

Actualmente, a USF Egas Moniz tem duas médicas orientadoras de formação do Internato de MGF, cada uma com dois internos. Os formandos destacam a sua "atitude formativa e total disponibilidade, prioridade e orientação em todos os assuntos de Internato e o incentivo e apoio no que diz respeito a formações, congressos, realização de trabalhos e sessões educativas". A inclusão no trabalho de equipa e na tomada de decisões é outro dos pontos fortes destacados por Luís silva e Flávia Moreira.

A relação com os enfermeiros de família, experienciada nas visitas ao domicílio, também foi assinalada pelos internos como sendo "muito satisfatória", na medida em que permite um conhecimento integrado do estado de saúde do utente e das suas condições familiares e domiciliárias.

Os formandos também não têm razões de queixa do secretariado clínico... "Colaboram no fornecimento dos dados do ficheiro, entre outros aspectos importantes para a nossa formação", referiram.

Sala própria para reuniões e elaboração de trabalhos, biblioteca, localização próxima do Hospital de São Sebastião, boa integração na equipa, preocupação pela sua adaptação e convívio intra/extra USF, foram outras das mais-valias apontadas pelos formandos da USF Egas Moniz.

 

Plano de Formação é "processo de aprendizagem mútuo"

 

Na sessão dedicada ao tema USF como unidade formativa, Áurea Morujão e Rosane Ferreira, médica de família e enfermeira da USF Egas Moniz, respectivamente, apresentaram o plano de formação daquela unidade de saúde familiar.

A este órgão cabe "zelar pela observância das normas técnicas, promover a melhoria contínua da qualidade dos cuidados de saúde, avaliar o grau de satisfação dos utentes e profissionais da USF, elaborar e manter actualizado o manual de boas práticas e organizar e supervisionar actividades de formação contínua e de investigação".

Já o plano de formação da USF Egas Moniz, adiantaram as profissionais, é concebido anualmente, tem em conta as necessidades formativas pessoais e os interesses da USF, envolve e privilegia todos os grupos profissionais, podendo considerar-se como um "processo de aprendizagem mútuo".

Este documento contempla as acções de formação internas e externas, bem como as acções de educação para a saúde. Neste segundo ano de actividade, a USF Egas Moniz desenvolveu treino interno em áreas como o controlo de factores de risco das doenças cardiovasculares, doenças infecciosas na gravidez, cessação tabágica, diabetes, normas a utilizar pelos profissionais de saúde da USF em período de pandemia de gripe, doença de Perony, projecto Ler + dá Saúde, anti-coagulação oral, contracepção e assiduidade. No que toca a acções de formação externas, a equipa dividiu o seu tempo entre actividades relacionadas como a gestão de conflitos, espírito de equipa, insuficiência venosa, pé diabético e outras formações ao abrigo dos incentivos institucionais.

No que diz respeito a acções de educação para a Saúde, o grupo de profissionais da USF Egas Moniz revelou todo o seu dinamismo, organizando actividades no âmbito do Maio - Mês do Coração, campanhas em prol do aleitamento materno e da protecção solar, nutrição, diabetes, AVC, entre outras.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: