Um estado de nervos…
DATA
30/07/2009 11:11:52
AUTOR
Jornal Médico
Um estado de nervos…

Na prática clínica, o médico de família lida, frequentemente, com doentes com sintomas físicos...

Na prática clínica, o médico de família lida, frequentemente, com doentes com sintomas físicos para os quais não há uma causa orgânica ou mecanismos fisiológicos conhecidos explicativos. Estes doentes constituem aquilo que a médica de família Paula Gomes chama "um estado de nervos". E esse é justamente o título do seu trabalho, publicado na última edição da Revista Portuguesa de Clínica Geral (RPCG). Um doente deste tipo conduz frequentemente à sobreutilização de consultas e cuidados de saúde, pela necessidade frequente de investigação clínica e pela difícil aceitação da inexistência de doença orgânica.

Com a apresentação deste caso, Paula Gomes pretende rever e ilustrar o papel do médico de família na abordagem do doente com perturbação conversiva, nomeadamente no diagnóstico, enquadramento biopsicossocial, relação médico-doente, objectivos terapêuticos, medidas farmacológicas, articulação com outras especialidades e follow-up.

Na edição de Maio/Junho, a RPCG destaca ainda dois estudos originais sobre a utilização de informação e comunicação pelos médicos de família portugueses e os hábitos alcoólicos e protecção cardiovascular no Centro de Saúde de Barão do Corvo.

O dossier é, nesta ocasião, dedicado à problemática do aleitamento materno. Conta com a participação, entre outros, do presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve. Rui Lourenço dá especial ênfase à contribuição da ARS Algarve nesta temática, pela sua aposta na formação, divulgação de documentos, criação de cantinhos da amamentação e organização de sessões temáticas. Designadamente, com a presença de peritos internacionais, de que é exemplo a organização de um workshop com a presença de um perito da OMS/UNICEF, Sofia Quintero-Romero, no 25.º Encontro Nacional de Clínica Geral.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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